O TWITTER E O GOVERNADOR 

 Por Débora Andrade e Thiago Ribeiro



Segundo o Google Trends (medidor da incidência de palavras do site de buscas) a tendência é de que o Twitter (rede de micro-blogs criada em 2006) lidere a preferência dos internautas durante os próximos anos. Baseadas nesta inclinação, não só pessoas comuns como várias personalidades e empresas vêm criando perfis para divulgar seu dia-a-dia e manter uma relação mais íntima com a sociedade e a opinião pública.

 

Há menos de um mês, exatamente dia 9 de maio, o grande acontecimento do Twitter em domínios sergipanos foi a adesão do governador sergipano, Marcelo Déda (PT-SE) à rede de relacionamentos. Há pouco menos de um mês como o mais novo twitteiro das Terras do Cacique Serigy, @MarceloDeda já vem sendo apontado pelo Twitterank como um dos perfis mais influentes e acompanhados do Estado.

 

O poder da Internet é tão grande que bastou um follow e alguns tweets para conseguir um pouquinho de atenção. Acredite se quiser: entrevista com @MarceloDeda (ou com sua assessoria, como muitos acham)*.

 

PovoBunda - Quem segue seu Twitter, vem notando que independente de ser governador e ter um cargo público visado, Marcelo Déda também é uma "pessoa normal". Então, como está sendo esta experiência? Está sendo difícil se adaptar a essa linguagem "internética"? 

Marcelo Déda - Tem sido uma experiência maravilhosa. Primeiro porque é uma mídia que me permite interagir de modo normal, tranquilo e sincero com as pessoas. Usando-a, o lado pessoal termina prevalecendo. Mesmo na condição de governador, o relacionamento fica informal. Além disso é uma bela oportunidade de fazer amigos, prestar esclarecimentos, compartilhar idéias, gostos e preferências. 

Não tenho dificuldades de adaptação porque o computador faz parte da minha vida desde 1989 quando eu era deputado estadual e comprei minha primeira máquina: um Itautec.  Em 2001, na prefeitura, eu introduzi o e-mail como ferramenta de comunicação corporativa. Agora no Twitter, foi fácil entrar no clima, muito embora eu ainda esteja aprendendo e não utilize todo o seu potencial.

 

PB - Pelo conteúdo dos seus tweets, está acontecendo algo que eu classifico como "williambonnerização". Na sua opinião, essa proximidade maior com os eleitores através da rede - e assim tão diretamente como acontece no Twitter - ajuda ou atrapalha seu trabalho? Não há um certo receio de superexposição de sua intimidade (já que a maioria desses tweets são relacionados ao "Marcelo Déda cidadão"?)

 

MD - Não creio. Mesmo quando compartilho idéias, informo sobre a minha rotina ou expresso opiniões pessoais sobre determinados temas, eu mantenho a minha intimidade preservada, disso eu não abro mão. Mas, como pessoa pública seria ridículo se eu quisesse agir como um completo desconhecido. O time que eu torço, os livros que leio, as músicas que curto, os espetáculos aos quais compareço, as opiniões que emito, são aspectos da minha vida particular que eu tenho prazer em compartilhar, sem abrir mão da minha intimidade. Aliás, acho muito legal que as pessoas percebam que o governador é um cidadão comum para quem a sociedade deu tarefas especiais.



Escrito por Débora Andrade às 14h09
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PB - O senhor acredita que, diante de uma imensa parcela da população sem acesso a internet, focar a Comunicação Social de um governo, utilizando redes sociais, é mais viável do que meios de maior abrangência como o Rádio? 

MD - Não. As mídias tradicionais, rádio, TV e jornais, ainda são as principais ferramentas de comunicação. Mas não dá para ignorar a importância cada vez maior da internet e das redes sociais. O processo de inclusão digital é inexorável e cada vez mais avança e amplia o número dos que tem acesso à rede mundial. É só ler as páginas de economia e acompanhar o crescimento nas vendas de computadores. A integração de mídias e a mobilidade tornou-se uma realidade, com os celulares do tipo "smartphones" ficando cada vez mais acessíveis. As lan-houses estão disseminadas nos bairros da periferia. Ontem eu falei com meus seguidores do twitter diretamente do laboratório de informática de uma escola pública em Monte Alegre, no sertão de Sergipe! Dia 10 o Presidente Lula lançará na Barra dos Coqueiros o programa "Um computador por aluno", entregando mais de 4000 notebooks para os alunos e professores da rede pública. Ignorar isso seria um erro grosseiro.

Em síntese, nós trabalhamos no espaço da tradição, mas, de olho no futuro e nas novas mídias, alcançando públicos diferenciados e ampliando a nossa comunicação.

 

 

PB - Deixando o "Déda Twitteiro" de lado, vamos agora ao "Déda Governador de Sergipe".

  

Com a subida de Lula ao cargo de presidente do país, a esquerda tomou mais corpo na política brasileira. E muitos dos que antes eram considerados subversores da ordem, passaram a praticar política e não mais teorizar sobre ideais. O senhor acredita que um dia o seu grupo político venha a ser considerado como “mesmice” e tenha que enfrentar um novo grupo que pregue uma “nova mudança”?

 

MD - A esquerda sempre terá um papel relevante na disputa política e na luta pela transformação social. Quando ela chega ao governo ela precisa mostrar sua capacidade transformadora na prática, convivendo com um ambiente plural e democrático. Lula, e nós aqui em Sergipe também, estamos mostrando que é possível mudar, melhorando a vida das pessoas. É natural que os líderes envelheçam, mas as idéias que eles representam precisam ser permanentemente atualizadas, preservando os princípios, mantendo o rumo,mas dialogando com as mudanças do tempo e da conjuntura. Eu costumo dizer, que ao longo de trinta anos de luta política, mudei, renovei meu discurso e atualizei a minha prática, adaptando-a ao espírito do tempo, sem trair o que é essência e permanência. Quer dizer, mudei, sem mudar de lado. 

 

PB - O que o senhor mais resiste enquanto político? Por exemplo, estamos às vésperas da eleição. O que nem nesta e nem em nenhuma deverá ser feito?

 

MD - À corrupção, à violência e à demagogia. A compra de votos, o uso criminoso da máquina e a utilização da violência para amedrontar o eleitor serão sempre repelidas por mim. A prática de atos demagógicos que quebram o estado para conquistar votos, jamais acontecerão no meu governo.

 

 

PB - Qual a maior pressão que o senhor teve que resistir durante seu governo?

 

MD - Governar é administrar pressões. As legítimas a gente negocia, administra e encaminha; as ilegítimas a gente ignora ou denuncia, enfrentando-as com disposição e coragem.

 

 

PB - Que mudança o senhor gostaria de ver no cenário político sergipano como resultado das eleições deste ano?

 

MD - Meu desejo é que o povo consolide com o seu voto um novo modelo de governar, com ética, prioridade para o social, amor ao nosso estado, participação popular e respeito ao meio-ambiente. 

 

 

PB - E para terminar: o que o senhor classifica como "Povo Bunda"?

 

MD - Ah! Essa vocês vão me dispensar... Vocês inventaram a marca, então expliquem, rsrsrss....

 

 

*Entrevista enviada por e-mail dia 24 de maio, respondida no último final de semana e recebida quinta-feira, 3 de junho de 2010 às 0:26:35.



Escrito por Débora Andrade às 14h09
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ALÔ PREFEITURA!



Ruim é quando um dos mais bonitos pontos turísticos da cidade se encontra assim: abandonado.


Todo mundo sabe que Aracaju não é uma cidade turística e que a luta constante é para mudar esse pensamento e assim fazer a capital atrair visitantes (e, consequentemente, mais investimentos). Mas com atitudes como estas, fica difícil conseguir alguma coisa. Além da falta de algum informante no Posto, há a falta de policiamento. Eu, por exemplo, que moro na região fico até com medo de lá passar meus fins de tarde como eu gostava. Certo dia, com meus amigos, acabei "levando uma carreira" de alguns mau-elementos. E se eu fosse roubada, quem ia pagar o prejuízo?


Sem querer causar polêmica, isso daqui é só pra chamar a atenção para um problema que pode ser facilmente resolvido. Não para o meu bem individual e sim para o coletivo.


 

 

(Tô aprendendo rápido a mexer nos vídeos. Quem não vai gostar muito são os ortopedistas. heh.)



Escrito por Débora Andrade às 15h37
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ONDE VAI PARAR?

 

 

O mundo que nós conhecemos, há menos de 10 anos atrás, não está nem perto do ponto que chegamos hoje. E no que se refere aos Meios de Comunicação principalmente, estamos numa mudança que caminha a passos largos, nos levando a presenciar algo que nossos pais nunca imaginaram: uma transformação radical, com a horizontalização das informações e das relações interpessoais, e não mais a via de mão única entre o veículo de notícias e o espectador.

 

Quem um dia pensou que uma pessoa comum, através do Twitter - por exemplo -, fosse conseguir trocar idéias com indivíduos do mais alto escalão da sociedade, “de igual para igual”? Pois é. A revolução comunicacional está chegando pra ficar. E neste processo você, eu, todos vamos ser responsáveis pela construção do conteúdo que o mundo compartilhará.

 

E sabemos como isso veio... mas ninguém sabe onde vai parar.

 

Solta aí o verbo, @marcelobranco! \o/

 

 

 

(O vídeo ficou de cabeça pra baixo, mas enquanto você supera o torcicolo, eu aprendo a mexer nisso aqui. heh.)



Escrito por Débora Andrade às 16h04
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Débora Andrade é Radialista, oriunda das terras amaldiçoadas pelo Cacique Serigy. E Povo Bunda não é só aquele que passa diante dos seus olhos. Muitas vezes ele é refletido em frente ao seu próprio espelho.



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