REQUIEM FOR A QUEEN




Então, o post de hoje será relacionado a algumas reclamações que as pessoas vêm fazendo sobre a minha linha de conduta sobre RELACIONAMENTOS. Por eu ser muito enfática sobre o que eu penso, acabo gerando polêmica, transitando entre julgamentos que vão desde o “você que tem razão” ao “pra mim você quer dar uma de sábia, mas no fundo é uma recalcada e desiludida”. Eu, simplesmente definiria o meu posicionamento como um “aprendendo a viver sem ser emocionalmente dependente”.

 

Apesar de ter 25 anos, já me relacionei com um bom número de pessoas. Mas um deles foi o ponto-chave para a minha mudança de atitude. Não vou entrar em detalhes sobre estas pessoas que passaram por minha vida porque realmente não interessa e nem esse é o ponto. O ponto é até onde entendem como “sabedoria” e “frustração”.

 

Não me considero uma pessoa frustrada. Já fiquei muito magoada por muito tempo e acabei ficando metódica para algumas coisas, fria para outras... mas nunca deixei de me relacionar com ninguém. Foi foda chegar a esse patamar, e uma vez aqui, creio  que o meu filtro ficou mais fino para certo tipo de pessoa e determinadas atitudes, mas não ao ponto de me tornar intransigente. Somente impaciente com bobagens, seletiva e jogadora. Não é a toa que hoje em dia pra chamar minha atenção - ao ponto d’eu ter vontade de ligar no outro dia até -, tem que ser muito interessante. O caso é que eu aprendi como o mundo funciona. A minha perspicácia está justamente na hora onde o encanto acaba e começa o senso comum a dois.

 

Coisas que eu aprendi:

 

1. A ceder.

Sempre tive opinião própria. Vontades então, nem se fala. Se a pessoa que eu estou gosta de amarelo, eu visto uma peça da cor, sei lá. Mas nunca, NINGUÉM, irá me ver na rua parecendo o Garibaldo da Vila Sésamo. Só se eu tiver apostado um engradado.

 

2. A ser independente. Emocionalmente, principalmente.

Carinho a gente tem, consideração, afeto, etc, bocejos. Mas eu antes de encontrar meu par sempre vivi sozinha como uma humilde camponesa indo ao bosque todos os dias recolher lenha. Eu gostaria muito que você que está comigo fosse ao bosque para me ajudar a recolher a lenha. Ocasionalmente eu posso deixar de recolher lenha porque você está indisposto ou cansado, mas nunca (e MAIS NUNCA) deixarei de ir ao bosque.

 

3. A agir como mulher independente e não como protótipo de homem cafajeste.

O grande erro da minha vida foi achar que fazer papel de macho resolveria meus problemas. Principalmente os emocionais. Ser bem resolvida não é sinônimo de sair abrindo as pernas e não ligar no outro dia ou não deixar o cara pagar um lanche ou coisas que afetem o seu “orgulho feminista”. A grande sabedoria é cada um assumir o papel que lhe cabe, sem se deixar dominar. Tenho amigas que vivem agindo assim, mas quando se apaixonam só vivem chorando pelos cantos como se estivessem sofrendo pelo primeiro amor adolescente. COISONA DA PORRA.

 

4. A me valorizar.

Apesar de ainda continuar cometendo alguns erros primários (ninguém é de ferro), é ruim d’eu cair em conversinha fiada por qualquer migué. Aprendi, mais do que tudo, a jogar. E nesse jogo quem sabe mais sobre as regras da Arte da Sedução sai na frente. Eu sabendo como é que as coisas funcionam, vou continuar me metendo em cocó PRA QUÊ? Eu tenho um coração sim. Mas ele fica dentro da caixa torácica e não na região da pélvis. Não à toa que ultimamente eu tenho recebido vários galanteios, elogios e investidas. Meu ego agradece, a propósito.

 

#)

 

Eu me apaixono, eu fico triste, eu sinto insegurança... como qualquer ser vivo normal. Todavia, não fico pagando de totem da sabedoria amorosa como me pintam. Se eu realmente não agisse da forma como eu penso, hoje estaria morando em São Paulo com meu índio e vivendo um amor Disney, até que apertos e sofrimentos financeiros nos separassem e acabassem com a nossa paixão. Poderia acontecer o contrário mas,  via de regra, é o caminho que se segue. Seria lindo eu abandonar tudo pra viver um romance de novela, tudo em nome daquele a quem meus suspiros são direcionados.

 

Quem não queria ser um personagem de Manoel Carlos, que tudo sofre e supera por amor? A vida fica colorida quando a gente sonha, quando o estômago fica cheio de borboletas (consigo isso bebendo 8 latinhas de cerveja). Porém, a minha vivência me ensinou que primeiro vem o que EU PRECISO, pra depois vir o que O OUTRO QUER. Não é que não vale a pena. Mas a matemática é simples. Um casal é composto por DUAS PESSOAS que SE SOMAM. Logo: se eu sou inteira e você metade, nunca seremos dois.

 

Entendeu ou quer que eu faça um gráfico?



Escrito por Débora Andrade às 22h46
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Débora Andrade é Radialista, oriunda das terras amaldiçoadas pelo Cacique Serigy. E Povo Bunda não é só aquele que passa diante dos seus olhos. Muitas vezes ele é refletido em frente ao seu próprio espelho.



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