morte natural ou acidental?


CANTINHO DO LEITOR

 

Somente hoje eu fui ver um comentário feito no meu blog há alguns dias. Eu geralmente costumo interagir com todos aqueles que aqui comentam. Então se você tiver alguma dúvida, crítica ou sugestão, pode entrar em contato através do povobunda@hotmail.com . Além de deixar seu registro na caixa de comentários, logicamente. Agora falo logo: quem fala o que quer, lê o que não quer. Heh.

 

" [Marcos Neris] [intelectuamor.1969@hotmail.com]
Muito me admira,alguém oriunda de um estado tão insignificante e pobre, fazer críticas tão carregadas de preconceitos como vc, que aliás, escreve de maneira bisonha..."

06/10/2009 02:51

Primeiramente, muito obrigada pela visita. :)

Segundo, vamos lá para que você entenda. O meu blog é pessoal, onde eu expresso MINHA OPINIÃO sobre as coisas que vivo, que sinto e por aí vai. Do mesmo jeito que eu tenho direito de não gostar de uma coisa, você também tem, como fez neste comentário postado.

 


Sou de Sergipe sim, o menor Estado do Brasil, com muito orgulho sim Senhor. E afirmo categoricamente: se tamanho fosse documento, o Amazonas seria o mais rico e desenvolvido do país. Mas não é. Muito pelo contrário. É uma das unidades federativas onde se pode facilmente classificar como ATRASADA, RETRÓGRADA e PROVINCIANA. Desde a forma como as pessoas se comportam até a forma como as políticas públicas são pensadas. Que coisa, não?

 



Neste texto por você comentado, procurei fazer um apanhado, de forma sarcástica, das minhas primeiras impressões ao chegar aqui. Se você conhece a minha escrita, também deve acompanhar meu blog e saber que os textos críticos e não as crônicas, sempre têm este tom de chacota. Mas não deve ter lido o texto "Manaus é um equívoco" publicado no último dia 25, onde falo do porquê de achar que as coisas aqui são assim. Não que em Sergipe eu vivesse às mil maravilhas, pois lá há problemas sim. Porém, posso dizer, sem medo de errar que, EM TODOS OS ASPECTOS, está anos luz à frente deste lugar considerado como o "pulmão do mundo". Pulmão com um enfisema fodido, diga-se de passagem. Se você estiver interessado em saber se é mentira ou não, procure conversar com algum sergipano atualmente. Ou então, confira de perto se eu exagero. A TAM  e a GOL estão com umas promoções boas. Passagens vendidas em 10 vezes sem juros no cartão VISA e  MASTERCARD. E deixa eu lhe falar: não é porque a Amazônia e o Amazonas estão sempre aparecendo na TV que são mais importantes que os outros. Ou mais desenvolvidos, ou mais legais, mais bonitos, etc.

O diálogo se estabelece através de duas opiniões opostas, eu sei. Eu até ia escrever mais falando sobre tudo que se relaciona aos problemas destas terras onde se plantando tudo dá, mas não quero ser prolixa. Fora que minha agenda ainda está meio cheia. Hoje ainda tenho que colher açaí na floresta, fazer a dança da chuva e ser ama de leite de alguns curumins.

Grande abraço e continue visitando o blog. Ou não.

:)

 

 



Escrito por Débora Andrade às 14h16
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Eu não sei nem por onde começar, porque pra mim isso simplesmente não tem um começo pré-definido. Só sei que elas vão assim, de mansinho amanhecendo, como quem não quer nada, e do nada, viram um dia de sol escaldante na cabeça, onde a umidade relativa do ar está na base dos 30% e a temperatura chegando aos quase quarenta graus Celsius. E se você está no meio da rua, sua vontade é de desmaiar, porque o ar lhe falta, sua garganta fecha, seu nariz rasga e sangra e o mundo não faz mais sentido diante de tanta falta de compaixão da natureza ao considerar que formas de vida precisam existir e que essa situação não é nada confortável pra quem quer conquistar algo na vida e correr do prejuízo que sofreu por todas aquelas coisas que aconteceram e que não se pôde lidar ou vencer, ou conquistar, ou seja lá que merda for.

 

Quando eu pensei nesta história, eu não sei nem dizer por onde eu queria começar. Se queria falar da falta de sorte, da falta de dinheiro, da falta de amigos ou da falta de um amor. Não sei se eu creio na sorte, o dinheiro não surge do nada se eu não for atrás, os amigos não duram pra sempre – por mais que se queira acreditar nisso – e muito menos o amor. Eu poderia perder a minha vida falando do amor e dos amigos, da sorte e do dinheiro, mas prefiro pensar neles como uma coisa engraçada e que são, junto ao álcool que ingiro ou às drogas que consumo, uma forma de me embriagar e esquecer do quanto tudo não tem pé nem cabeça. E muitas vezes nem um começo pré-definido.

 

Parada lá fora com um cigarro na mão, pensando e olhando pra rua daqui da varanda de casa, senti um perfume que fez a minha memória olfativa me matar. Olhei para o céu, um avião passou e eu desejei que aquela porra voadora caísse e causasse uma tragédia, alguma coisa que me desse uma pauta, que me divertisse e me fizesse escrever qualquer materiazinha engraçada, como eu vivo tentando fazer para mascarar a falta de saco, de bons sentimentos que ando tendo com as pessoas ao meu redor. Tudo me causa enjôo, tudo é tão desinteressante, meu Deus! Tão sem graça, que por vezes saio deste estado de apatia e me revolto com tal fervura que até me inflamo como se eu tivesse sentindo um negócio afetar meus neurônios, resultando em algum distúrbio, uma bipolaridade ou qualquer caralho que se encaixe aqui nesse pensamento solto e meio doentio.

 

O motivo da falta de um início é porque eu não consigo parar de pensar no final. Aí eu fico catando coisas e mais coisas pra ver se as peças do quebra-cabeça se encaixam, se fixam, têm lógica. Em meu mundo tudo que eu posso dizer agora é que o que eu vejo não me comove tanto, não me inebria. Se eu fico feliz com algo, se deve ao fato d’eu me forçar a tirar esse ar de seriedade do rosto e do resto, numa tentativa suicida de querer me punir diante do que eu queria de qualquer maneira controlar e não posso. Tudo que eu queria agora está naquele avião que se eu pudesse derrubava e matava todo mundo , para assim, ter uma pauta para um texto qualquer de, no máximo 2.200 caracteres e com a seguinte manchete: “AVIÃO CAI E 157 MORREM”. O sub-título, mais clássico e receita de bolo do que nunca, não passaria de um reles “Problema na turbina pode ter causado o acidente. Parentes e amigos choram a perda”. E enquanto eles chorariam copiosamente, eu ficaria olhando pro céu, rezando para que a cada decolagem, o dobro desse número desaparecesse, aviões caíssem e eu eternamente escrevesse sobre tragédias e choros e mortes e ganhando rios de dinheiro com propagandas como “Prolongue sua vida, seja saudável, viaje de bicicleta. A natureza e os seus parentes agradecem!" em boxes pequenos de publicidade no layout da primeira página.

 

Tem umas coisas que são impressionantes. Como o poder das palavras. Mesmo que eu não saiba começar, a angústia do desenrolar de cada uma delas colocadas em uma ordem, nem que seja aleatória, cria meio que um sentido estranho, dando certa impressão de que eu sabia exatamente como tudo ia acontecer. Não tenho paciência, já disse. Os assuntos meio que se esgotaram, tudo está no modo looping e essa impaciência, essa impaciência! Essa coisa desconfortável! É que ninguém viu o sangue escorrendo de minhas pernas, como se eu tivesse parindo um filho indesejado e colocando ele para dentro outra vez como se eu não o quisesse do lado de fora, mas também não o suportasse aqui dentro. É porque ninguém também notou a baba suja escorrendo do canto da boca, após esse vômito interminável de frases e orações que nem eu entendi direito como começaram. A ciranda vai, como se a música partisse do meio, numa toada que se entoa tantas vezes e os ouvidos acostumam e você nem sabe dizer qual é o ponto de disparada. Estou falando sério. Coloque uma canção qualquer e experimente escutá-la o dia inteiro. Mesmo que ela seja a mais bela de todas, com o tempo além anestesiar, ainda causa o que mais de previsível (previsível, previsível, previsível, previsível) isto culmina: acaba com o efeito.

 

Por isso que eu quero que o avião caia para ter uma pauta no meu jornal diário da vida, pra ver se eu sinto alguma coisa, pois eu já escutei a canção tantas vezes que ela me saturou, me fez enjoar. Eu não sei por onde começar, mas pra mim tanto faz.

 

“Segundo a previsão do tempo, nesta sexta-feira o céu estará aberto, com poucas nuvens e sem possibilidade de chuva. Atenção passageiros, este é o vôo 666 das empresas aéreas “Going to the hell with Johnny Cash”. Tenham um bom dia e uma boa viagem.”

 

Era uma vez.



Escrito por Débora Andrade às 05h17
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Nos dias 1 e 2 de outubro aconteceu em Manaus o XV Seminário de Jornalismo na Amazônia, realizado pela Fundação Rede Amazônica. O evento contou com a presença de várias personalidades do jornalismo brasileiro como Luis Ávila (editor-chefe adjunto do Jornal Nacional), Tino Marcos (jornalista esportivo da Globo), Vera Íris Paternostro (gerente de Desenvolvimento de Jornalistas -TV Globo) e Ricardo Noblat (jornalista político).


Pronto, agora que que eu fiz uma introdução bonitinha, posso falar o que eu quiser.  :P


Não gostei do seminário. Paguei o preço absurdo de R$270 em um evento fraco, onde ficou nitidamente claro que para ser um "mídia" aqui no Estado ou você tem um negócio chamado SORTE, ou vai ralar igual a uma filha da puta que nem eu tô fazendo. Fora os outros fatores que eu não vou citar, pois o povo de Manaus já me notou e eu tenho até dois seguidores no Twitter que são dessas bandas. MEDO ETERNO.


Mas nem tudo foi perdido. Com um celular com câmera na mão e uma idéia na cabeça, aproveitei para exercitar a prática de repórter e entrevistei o Ricardo Noblat. Que pra quem não conhece, é aquele do Blog do Noblat.

 



Ao fundo vocês escutam o povo reclamando porque queriam tirar foto com o Noblat pra colocar no Orkut.

 



Escrito por Débora Andrade às 18h24
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