Bom, alguns sabem e outros não.

Então, me mudei para Manaus Jungle Town. Depois da formatura e das farras homéricas em comemoração a minha aprovação – e como meu diploma é de Rádio e TV e não de Jornalismo, ou seja, ainda vale alguma coisa – decidi que ia desbravar o mundo e sai de Sergipe para estudar, trabalhar,  ver coisas novas e conhecer outros lugares.

Agora, me pergunte: Por que caralhos Manaus? Então amiguinhos, porque aqui é o único lugar fora de Sergipe Del Rey onde eu tenho família. E como a situação econômico-financeira da minha provedora não permite que eu me dê ao luxo de ter minha pós graduação bancada e ainda ter casa, comida, transporte e dinheiro pra pagar minhas contas, cá estou.

Agora vamos lá à minha saga. Pus os pés aqui às 3h da quarta-feira, dia 5 de agosto (nunca mais esquecerei deste dia, por Deus como eu tô falando a verdade). Desde que saí do aeroporto dentro do carro com meus primos, a impressão que eu tenho é que eu entrei em um universo paralelo, onde NADA se enquadra nos padrões da normalidade. Explico.

Vou começar logo: Ô LUGAR FEIO DA PESTE! Velho, nunca vi uma capital de cidade tão mal cuidada e suja deste jeito. Até agora eu só andei de carro, mas falar a verdade, por mim eu só andava de avião. E de preferência DE VOLTA PRA CASA. Grande parte da cidade, tirando o centro e uns dois bairros de ricaços são bonitos, o resto é tudo uma miséria. Tão ligados no “rally da car”?. Queria me gabar não, mas perde. E de lavada. Buraco pra tudo quanto é canto. Lombada aqui não é eletrônica, é asfáltica mesmo.

Segundo: Ô POVO FEIO DA PESTE! Né por nada não que eu não sou a mulher mais gostosa do mundo (há controvérsias, heh), mas falar a verdade, só Jesus na causa. Pior... foda que é gente feia se juntando com gente feia. Aí eles procriam e vira esta desgraça que vem povoando Manaus ao longo destes anos. Se bem que nesta sexta eu dei uma passada na Expotattoo que teve aqui e ainda deu pra ver algumas pessoas bonitas. Ou seja: ainda resta um fio de esperança. Mas falar a verdade, as vezes eu tenho medo de encontrar gente feia que nem o Chewbacca andando por ai, assim...  à toa.

Terceiro: Ô CALOR DA PESTE! Deus, tenha piedade de mim! Tô falando que a coisa aqui tá tão tensa que eu lavei minha calcinha meio dia quando tomei banho, esqueci pendurada no box e às 3h da tarde ela tava mais do que enxuta? Sem fuleragem nenhuma, quem for médico e quiser se especializar em dermatologia, aqui é o lugar. O povo aqui se não morrer de malária, febre amarela ou de susto com o semelhante, COM CERTEZA, vai morrer de câncer de pele.

Bora lá ao fato mais tenso: AQUI NÃO TEM FIBRA ÓTICA. Consequentemente? Sem internet de qualidade. Ou seja, para acessar a rede mundial de computadores como eu estou fazendo neste momento você passa por alguns perrengues, como fazer escambo com os índios com espelhinhos e pepitas de ouro para se ter um sinal. Ou então se submete a esperar a boa vontade dos macaquinhos não ficarem pulando de galho em galho, para que o sinal não caia, já que ela é a cabo. DE CIPÓ. Neste momento estou rajando aqui porque estou na casa de uma prima, que fez uns esquemas tensos com os bolivianos. Se eu contar os detalhes, posso sofrer represarias.

Então, rebanho... minhas aulas devem começar na próxima semana. Daí então, mesmo com os preços absurdos pra tudo, mesmo com a falta que eu sinto das cachaçadas homéricas com a galeris, da saudade que eu vou sentir de nerdar na internet e da vida mansa que eu tava levando até um dia desses... tudo tende a melhorar. Aí sim eu vou ter histórias pra contar da minha saga nesta cidade onde o meu sonho de me casar com o cacique da tribo dos Paugrandan repousa.

Amanhã vou pra Presidente Figueiredo, ver mato e uma ruma de cachoreira. Tentarei tirar fotos escrotas para mostrar para todos vocês que vão acompanhar, daqui por diante, meu diário de bordo.

Capitã Débora Andrade se despede dos seus marujos. Mas só até a próxima jornada.

Ho-ho-ho e uma garrafa de run! HEY!

 

\o/



Escrito por Débora Andrade às 03h10
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 

Débora Andrade é Radialista, oriunda das terras amaldiçoadas pelo Cacique Serigy. E Povo Bunda não é só aquele que passa diante dos seus olhos. Muitas vezes ele é refletido em frente ao seu próprio espelho.



Layout by





Meu humor



Histórico


Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 Provocações
 Observatorio da Imprensa
 VAST
 O meu lado Narciso
 Orkut
 Álvaro Campos
 Tatiana Hora - Flor de Hospital
 Liberdade de Imprensa
 MALVADOS \o/
 Stop Motion que eu fiz
 Last FM
 Rian Santos - Spleen Charutos
 Álvaro Müller - Botecospício
 Anderson Ribeiro - ArTorpedo
 Jesus me Chicoteia
 Márcio Couto - Relatório de Danos
 Grazielle - Conjunto de Palavras
 Fale com Deus
 Cersibon
 Joana Prata - Coluna de Cinema
 Rosa Azulis
 João Áquila - por ele mesmo
 Desenhos Legais
 Manual do Cafajeste
 Ato ou Efeito
 Tecnologias Curiosas
 Bobonha Doida
 Karine Gomes - por ela mesma
 Twitter





BlogBlogs.Com.Br