Imitando o Emotionrélio (procurem no Google ¬¬), resolvi fazer os meus próprios. Falta do que fazer hoje de madrugada enquanto minha mente já tinha travado com a overdose de Manuel Castells, Rogério da Costa, Defleur e Ball-Rokeach, McLuhan, Pierre Lévy, Negroponte, Jorge Pedro Souza e Cia. Não que tenha ajudado a destravar minha cabeça depois do nó que falar sobre Cultura Digital, economia da atenção e esses caralhos de asas me deram nos kengos... mas com certeza foi a madrugada que eu mais me diverti sozinha nestes últimos tempos. *Gente doentinha é assim, se diverte com cada coisa, que só por deus, falar a verdade... :[ * Apresentos-lhes os Déboraticons. \o/
"aff, que saco" 
"marróia.. hehe"
"q"  "que merda, hein?"
"eita porra, fodeu!"  "haha! eita porra, se fodeu!"
"hum.. sei.."  "uhhhhhh, garoto sapeco!" 
"hum.. prossiga com seu relato, meu jovem.."
Escrito por Débora Andrade às 15h23
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“As pessoas mais solitárias foram sempre aquelas que falaram a verdade, aquelas que fizeram a diferença ao confrontar a indiferença. E o que cabe a mim agora? Eu devo correr o risco ou somente sorrir?” (Misread – Kings of Convenience) Eu fui a pessoa que mais lhe apoiou em todas as situações, que mais engoliu calado choro, humilhação. E não só isso, mas o orgulho mesmo. Orgulho de saber quem sou, de onde vim e o que eu sei em troca de tapinhas nas costas e muitas vezes nem um “obrigado”. Minha mágoa, minha dor, meu rancor são antigos. Mas por conta de uma coisa chamada AMIZADE, que eu prezo mais que qualquer coisa – porque você pode não ter nada em sua vida, mas se tiver amigos... puta que pariu, é rico! – eu engoli sapos, gatos, até elefantes. E até hoje, o que eu recebi? Migalhas. Coisa que eu, sabendo o que faço pelas pessoas, não deveria SEQUER receber do meu pior inimigo. E tudo isso sendo tratado como a pessoa que você sabia que, mesmo chutando, ia voltar que nem cachorro. Eu admito que, mesmo tendo consciência dessa falta de amor-próprio eu ainda continuava ali, sei lá... acho que porque, no fundo, ainda tinha algo dentro de mim pensando “que nada, um dia alguém vai me dar valor”. Mas meu velho... sabe quando isso tudo cansa? Quando você vê que esse valor nunca chega? Talvez eu tenha me apegado a isso tudo não por nada em especial, nada que virasse a minha cabeça, porque no final das contas eu sabia que toda vez que eu levava uma negativa tinha minhas fugas para recorrer. Eu quis ser seu amigo, eu quis ser aquela pessoa pra quem você liga às 3h da madrugada chorando, sabendo que mesmo com sono ela vai estar ali do outro lado da linha lhe escutando e dizendo que, apesar dos pesares, tudo vai ficar bem. Mas, novamente, do que adiantou? Não adiantou nada, sabe por que? Porque talvez o maior erro da minha vida foi ter me apaixonado de verdade. Você me perguntou um dia “por que logo por mim?” e eu sinceramente não soube responder, pois as vezes eu acho que é porque eu não tenho o que fazer e nem em quem pensar, as vezes eu acho que é porque eu estou só, mas muitas delas – além de uma que eu não quero falar – é porque eu sou burro. Porém, mesmo sendo burro, eu fui esperto várias vezes para saber fugir das minhas próprias armadilhas. Eu evitei muitas vezes fechar os olhos, porque se eu fechasse... Se um dia você parar pra pensar e se colocar no meu lugar (claro que você nunca vai ver com os meus olhos), vai chegar à conclusão que não agüentaria metade das coisas que eu ouvi, que eu passei na esperança de “qualquer coisa”. Só que chega uma hora, meu velho... chega uma hora que o instinto de salvação fala mais alto. Saca aquele suspiro de vida que você dá quando sabe que vai morrer? Isso aconteceu e... porra, peraê! O que eu estou fazendo da minha vida? O que eu estou fazendo comigo? Será que eu preciso estar passando por isso tudo? Nem diga que não, porque você sabe que aproveitou da minha nobreza. E deu no que deu... nas suas investidas, suas tentativas de ficar comigo, no que aconteceu naquele dia... Quando o que você chamava de amor foi embora, você começou a me olhar como estepe, como a bicicleta velha no quintal que você deixa lá, mas quando está sem ter o que fazer, pega pra dar uma volta. E toda vez que você tentava, eu saia, ficava com raiva, chegava em casa só Deus sabe o quanto eu chorava... até ficar desidratado e ir dormir, me achando o maior lixo da face da terra... quando ele foi embora eu via você ali chorando, se entregando. E eu ao lado, sofrendo mais que você, pois eu era o AMIGO. Ele se foi, você sonhava com ele, mas queria me usar, mesmo dizendo que não, já que quem estava ali ao lado era o “cara legal que eu gosto pra caramba”, mas que nunca passou de... Agora, qual o conceito de amizade? Qual o SEU conceito de amizade? O meu vai além de sua compreensão. Você pode saber agora do quanto eu abdiquei, mas nunca vai entender de verdade meus motivos, pois vai ver você nunca teve um amigo de verdade, ou uma pessoa que lhe desse valor, que gostasse até da forma como você come biscoito, de como sua sobrancelha mexe engraçada quando você está sem graça, de como você abraça desesperado as pessoas quando está triste, de como você fica feio pra caralho quando chora, mas que a coisa mais bonita do mundo é ver que você enxugou o rosto e deu um sorriso - mesmo que sem jeito – como forma de dizer que tudo ia ficar bem. No dia em que você souber disso, ou entender, sei lá, vai compreender um pouquinho de tudo que eu fiz, mas que eu meio que cansei de ser maltratado. É como um AMIGO me falou um dia desses... “Se a gente desapega de família, imagine de amigo que não tem consideração pela gente”. E eu não agüento ser AMIGO de ninguém mais não. Eu mereço mais. Muito mais. Um amigo não é um meio que se usa para chegar a algum lugar. De algum modo eu não notei, mas amizade é um fim. E o que você sabe?
Escrito por Débora Andrade às 17h19
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