Se eu enjôo de gente, imagine das coisas. Mas assim... não é que eu seja inconstante. O problema é que nada me interessa o suficiente.

 

Às vezes eu sinto inveja dos intelectuais. Eles falam as coisas de uma forma tão bonita... sei lá... para mim, enquanto um ponto vermelho no canto da parede da minha casa é só uma mancha de molho de tomate, para eles é a representação do sofrimento embutido no concreto que separa a nossa liberdade e a liberdade dos outros.

 

:~

 

/ironia

 

Discutindo com um amigo (nem tão amigo, vá...) sobre o assunto, levei o maior carão quando disse que não suporto leituras que viajam demais, falando em três capítulos o que poderia se fazer em um parágrafo. Taxada de acéfala – praticamente – fui ignorada em meus argumentos, por em mim surgir um bocejo a cada vã filosofia (gente, cadê meu travesseiro?         -.-           ).

 

Adoro figuras de linguagem. Gosto de livros bem escritos, daqueles que conquistam você a cada letra grafada no papel. A mesma coisa com filmes, livros, lambadas eróticas, etc. A única coisa que eu não gosto é de ter que desperdiçar o meu tempo procurando significado naquilo que o autor parece ter feito só para ele. Por exemplo mesmo... tem alguns textos aqui no blog que eu vomitei em forma de desabafo e geralmente esses são os que eu enfeito demais. Linguajar indireto, palavras evasivas, coisas sem conectivo. Coisas aleatórias que vêm em minha cabeça mesmo, que ninguém precisa entender. Afinal, o site é meu e eu posso fazer ele de diário de adolescente se eu quiser. Então... tem gente que não entende picas, mas sempre acha que tá bombando.

 

Pessoas que acharam e continuam achando um saco muitas coisas de Sartre e Proust, viram Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembrança e dormiram nos 5 primeiros minutos e nunca agradeceram tanto a Deus quando Los Hermanos acabou, dêem cá um abraço. Amo todos vocês com uma garrafa de Sangria Maravilha.

 

 

 

Beijo Xuxu. Me chama de Mon Bijoux.

#)

 - Mulher, a gente tem que arranjar caras normais. Sei lá...

 

 - Defina caras normais, Tati.

 

 - Sei lá, aqueles caras que jogam bola no final de semana com os amigos e gostam de ir pra vaquejada. Aí nossos problemas vão mudar, a gente vai ligar chorando uma pra outra... mas pelo menos será por motivos diferentes. O choro vai ser mais ou menos assim: “Ai mulher, ele foi pra Capela vadiar...”

 

 - Mulher, então vamos agora atrás dos estudantes de Direito da UNIT. Sei lá, tava pensando em pegar um advogado, também...

 

 - Tá mulher. Eu vou atrás então dos de engenharia. De preferência, engenharia elétrica.

 

 - HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAA!

 

 

Dona Tatiana Hora é uma das pessoas com quem eu mais gosto de chorar pitangas. Não lembro o dia em que a gente conversou sobre problemas de relacionamentos e não tirou onda da própria condição. São dessas lamúrias que surgem as melhores pérolas, os melhores pensamentos e as melhores reflexões. Que me perdoem os burros e chatos, mas conversas com Tati são fundamentais.

O futuro é virar piriguete de boate. (ANDRADE, Débora. 2008)

Parede do Hospital Psiquiátrico Adauto Botelho, desativado há anos. Foto tirada na manhã de ontem, com a câmera do celular.

 

 

Pousada disfarçada de motel. Cidra disfarçada de champagne. Amor disfarçado de desejo, tão somente desejo. Pela carne, não pelo coração.

 

Teimosia disfarçada de persistência. Ego ferido disfarçado de superioridade. Quando o sentimento quer dizer, a boca se cala, mas o corpo reage da forma como ele tem que se expressar.

 

Cigarros jogados no chão, preservativos usados, amarrados com o que seria a perpetuação da espécie. Espécie de que? Espécie de tudo que ela mais quis em sua reles existência. Filho contido num saco plástico, este não vai nascer para dar a ela a alegria de ter um pedaço do que julga ser seu, mesmo que esse seu não seja mais de sua posse. A posse mais libertária que já se viu.

 

Quatro e vinte da manhã e uma televisão que liga sozinha, anunciando o juízo final. Roupas arrumadas, choro disfarçado, depois do despertar do sono dos impuros embalados pelos abraços e beijos suados em uma noite onde o mundo se resumiu à quatro paredes.

 

Carruagem já não era o disfarçe do carro. Abóbora disfarçada de gente. Um adeus frio, duro. E a volta do samba do crioulo doido dentro da cabeça.

 

Desilusão. Desilusão. Dança eu, dança você na dança da solidão.

 

 

 

FOCADA NO PROFISSIONAL

 

Muitos andam me perguntando o por quê d'eu estar trabalhando tanto. Reclamam, falam que estou sendo explorada a troco de nada. Nem tão “a troco de nada” assim... o dinheiro ainda é pouco. Ainda. Mas o que eu estou ganhando, pouca gente entende.

A palavra “trabalho” para alguns soa como uma ação indesejada, um fardo pesado e incômodo que se leva nas costas, afim de se ter o que comer. Eu não penso assim. Mais do que ninguém, amo o que faço e se a cada dia cresço mais, é pelo meu empenho e dedicação. Passaria mais finais de semana sem ter uma hora de descanso ou divertimento, só para aprender o que vários estudantes de comunicação acham que sabem por ter lido alguns livros. Eles são a base, porém, o conhecimento se constrói no dia-a-dia.

Aproveitar a vida? Cada um faz da forma como bem entende. Eu estou aproveitando a minha absorvendo o máximo de experiência possível, me jogando em cada oportunidade que surge. Meu sobrenome não é pomposo, não tenho família rica, muito menos costas quentes.

Logo no começo de tudo, tentaram me humilhar, com as seguinte frase: “Você pensa que é quem?”. Foi quando eu, segurando o meu ódio e meu o choro, simplesmente disse: “Hoje eu posso não ser ninguém, mas guarde este nome... DÉBORA ANDRADE. Você ainda vai ouvir falar muito nele.”. E já estão falando. E orgulho é pouco perto do que eu sinto.

Por ser mulher, também já passei por várias outras, como cantadas, ligações na calada da noite e até convites para jantares em “lugares aconchegantes”. O fato de não ter quem me ampare não me coloca à venda. Claro que todo mundo tem seu preço, só que o meu é muito, mas muito alto. E talvez ninguém tenha nem como pagá-lo.

É o que eu sempre digo. Nunca subestime a minha capacidade, minha inteligência ou força de vontade. O estagiário de hoje é o chefe de amanhã. E o amanhã está tão próximo que você nem imagina...

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