morte natural ou acidental?


CLIPPING


Jornal Correio de Sergipe de sábado. Um pouquinho de promoção pessoal sempre faz bem pro ego. ;]



Escrito por Débora Andrade às 00h00
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Sei lá, são quase sete horas da manhã e eu não consigo pegar no sono pensando no que eu realmente sinto. Os minutos passam e a cada momento estou mais perto do final daquilo que há um tempo vem consumindo meu juízo. Porém, é engraçado saber que, com o término disso, outras coisas também vão acabar. Não acabar e ponto final, mas encerrar para que outras comecem. E é disso que eu tenho medo. Do ciclo que está para se iniciar.

 

Ao meu lado esquerdo eu vejo o meu passado, dormindo e roncando feliz, enquanto pensa na madrugada em que ganhou uma medalha de ouro do inesperado e várias punhetas oníricas a favor da gostosura de um tipo de corpo que nunca se imaginou ter em seus braços. Enquanto aquilo que passou agora sonha, eu sofro de insônia, por me ver no presente de um futuro incerto. E eu não entendo, sinceramente não entendo. Será que de novo e novamente os drinques que eu deveria ter bebido na calada noite poderiam ter resolvido a minha situação, me feito esquecer, outra vez, de que eu tenho capacidade para sentir? Nem sei. Acho que essa sobriedade agora é o que vem me consumindo os neurônios. Pior do que uma ressaca.

 

Ao meu lado direito, nada. Só cobertas e lençóis que serviriam para me proteger do frio, mas que simplesmente se encontram dobrados, como se a necessidade de me esquentar e acolher não fizesse diferença. Também o travesseiro, todo amarrotado no canto, não faz nem idéia do quanto eu precisava estar naquela posição agora, só parada, quieta, esperando que o que vem pela frente deitasse em cima de mim e me abraçasse com toda a certeza de que o sono mais feliz está depositado nos entrelaçados deste algodão que compõe a capa que o forra.

 

E eu olho as horas. Já passa das sete e mesmo assim Morpheus não chega em seu cavalo para me levar ao seu mundo de filosofia pura, que ninguém explica. Tanto não explica, como não aceita essa falta de sentido das coisas. “Por que” é uma constante e como menino que quer saber de tudo, eu penso sobre isso, porém, muitas vezes ninguém tem paciência de dizer o que é. O que vem pela frente não se pergunta a quem está voltando? Mas ninguém volta. E quando volta, não quer contar.

 

Estou indo embora daqui a pouco, mas não consigo descansar e nem parar de pensar. Não consigo conceber que deixarei tudo para trás... casa, família, pertences, amigos e paixões – se é que ainda as tenho, pois vezes eu acho que as matei no meio do caminho de Swann até aqui -. O horizonte está tão próximo, ao alcance da ponta dos dedos e das flores dos jardins onde andei até chegar até esse pequeno castelo escuro, subindo as escadas de madeira fofa, desgastadas não sei nem dizer pelo quê. Esses mesmos dedos, você não lembra, mas lhe tocaram fundo o relógio da alma, até mesmo quando você não queria que chegasse perto para não apressar o tempo que eu acho que não tenho.

 

Não queria levantar da cama, entretanto meu desejo é de fugir daqui em um unicórnio alado para encontrar, quem sabe, o nascer do sol do outro lado do mundo, onde eu sei que você não estará. Ao olhar para a ampulheta, de areia esgotada, e para a pena que repousa no papel em cima da mesa do canto do quarto, tenho vontade de escrever àqueles a quem eu ainda vou conhecer, àqueles que estão lá aonde eu nunca fui, mas que eu vou chegar, pois meu passado repousa e meu futuro me espera. É dia claro, os raios iluminam minha cabeça e esfriam o meu peito, quando deviam amorná-lo ao menos, para que eu não sinta tanto medo.

 

Os ponteiros estão se encaixando, o cansaço se alojando. Para lá é onde estou indo, sem pretensão de voltar. E o sentido, e o passado, e o futuro e o...

 

Olá Morpheus. :)



Escrito por Débora Andrade às 14h37
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Gente desesperada é coisa, vuh? Inventa armada que o Satanás, em toda a sua grandeza, nunca se aventuraria em fazer nem na pior das hipóteses. E olhe que eu imagino que o Diabo deve aprontar é cada uma... mas essa eu acho que ele não agüentaria não. Mas vamos aos fatos.

 

Eu tenho que terminar minha monografia, entregar ela dia 25 e só tenho metade dela escrita, graças a Jah (o bagüio é loco, vacilô é nóis!). Há tempos que eu me desanimei com esse curso e com essa vidinha de merda de pseudo-futura-radialista. Meu curso de Rádio e TV que dá a nomenclatura de Radialista, hoje se chama Áudio Visual e quando você se forma, vira produtor. Já começa a merda toda daí que a grade quando mudou no final do ano passado trocou seis por meia dúzia... e o pior: aqui no estado você se formar em Rádio e TV é a mesma coisa de se graduar em Jornalismo, sem nem poder escrever pra Impresso e uma ruma de restrição. Dos quase seis anos que eu estou na Universidade levando essa desgraça com a barriga (tempo perdido entre greves – que juntando dá uns seis meses -, adiamento de curso pra poder trabalhar e por causa de uma FDP que me reprovou em duas matérias pré-requisito, aiqueódio!), já passei por muita coisa, já fiz muitas outras, aprendi e desaprendi outras tantas, enfim. Já trabalhei tanto como estagiária, já apresentei programa, já mandei várias matérias como repórter pra rede de uma emissora de TV que eu trabalhava (aff, vou falar tudo não, quer meu currículo, mande recado). O negócio é que, eu gosto de beber. E meu negócio é Skol (e falando em Skol, se tiver alguém que trabalhe na empresa e estiverem precisando de uma pessoa na assessoria de comunicação – eu já tenho DRT de outro curso, viu? – tá aqui uma pessoa limpinha, trabalhadeira, honesta e sabida).

 

Então... coisa que o Cão duvida, monografia, eu cachaceira. Com a falsa esperança de que eu posso e consigo ser uma pessoa diplomada, o que eu fiz? PROMESSA. Pra Santo Antônio, meu padrinho e protetor. Isso mesmo, amiguinhos de mi corazón. Prometi só beber depois que me formasse. Mentira uma tanga. E acreditem... faz DOZE DIAS que eu não coloco uma gotinha sequer do líquido sagrado na boca. Parece que tem mais de mês... *chora litros*

 

Desde que anunciei esta promessa para os meus amigos, parece que começaram a fabricar mais cerveja no mundo inteiro e mandaram tudo pra Aracaju, porque pra TODO LUGAR QUE EU ANDO SAINDO elas surgem, brotam. Sem onda nenhuma, às vezes eu fico me perguntando se não estou tendo visões devido à abstinência. No oitavo dia resistindo às maravilhas extraídas da cevada, me levaram para uma festa. A coisa estava tão tensa que o povo tava bebendo (e dançando) na boca das garrafas. E eu lá, com um copo de REFRIGERANTE, com a maior cara de tabaca de creuza, pensando: “Se eu tivesse bebendo, acho que já estaria aos peidos, me requebrando no meio da galere e me divertindo HORRORES. Por que eu não prometi parar de botar desodorante, de usar tênis, de falar mal da vida alheia? Vai otária, pare de beber...”. Mais foda ainda é quando chegam os seus amigos e fazem você constatar que você fica mais divertida quando está tomando uma. Ok, ok, a maioria dos meus amigos é alcoólatra mesmo. Tudo de família. Mas tudo cachaceiro, fazer o quê? Tá que eles me fizeram gastar uns três meses de salário tudo na mesa do bar, mas eu os amo. De verdade. Tanto quanto amo Skol. E olhe que eu gosto dessa cerveja como gosto da minha vida (alguém da Skol me lendo, pelo amor de Deus?).

 

Tenho que admitir... eu fico amuada mesmo quando fico sem confraternizar ao lado da loirinha. Não que eu seja chata, mas quando o suco de cevadis adentra em meu subconsciente, a coisa muda de figura... eu bebo e viro o Amaury Júnior, um clone da Hebe (arrombada e feia igualzinha, mas gente boa que só). Eu lembro mesmo um dia que eu comecei bebendo com o povo num posto de gasolina, depois num banquinho da Orla e terminei a noite numa bodega lascada virada no raio e fazendo amizade com uma nega lá que queria pegar um macho. Eu fiquei tão brother da mulher, que até dei uma de cupido, escrevendo uns bilhetinhos dela pra o cara da urebona de abano que ela cismou que era lindo... feio não, o crico (que Jesus tenha misericórdia daquele indivíduo). E o mara é que ela me abraçou na hora de ir embora, me agradeceu e ainda pagou pra tocar no bar duas músicas de Calypso (logo de quem... da MUSA-MOR!). NAONDE que se eu tivesse sóbria eu ia ter essa desenvoltura? Por isso que dizem que não se faz amigos bebendo leite.

 

Então, o negócio é o seguinte: apesar de achar que esse troço desse TCC não vai sair (Santo Antônio, me ajude, é nóis mano, abandone não...) , vou cumprir essa bagaça até o prazo final de entrega. Se eu terminar, vou beber Skol (gente, assessoria, ói eu aqui defendendo a empresa com unhas e dentes e fígado e rins e tal) até o fiofó cantar “parabéns pra você”. Se eu NÃO terminar, virarei straigh-edge. Claro, depois de tomar o maior porre de minha vida. E quem quiser ser meu amigo quando eu tiver empenando os picuá na beira da rua, trupicando de manguaça, tamo aê. É dessa mermo. Porque quem não bebe não tem amigos. E nem história. E fia dacorró se eu num bebia um engradado sozinha agora. De SKOL. É claro.

 

** E eu que descobri que tem Skol aqui, onde eu to passando uma temporada, à DOIS MÍSEROS MANGOS?! E ainda mais...  GE-LA-DA. Tira essa tentação de perto de mim, Senhor. Tira...

:(



Escrito por Débora Andrade às 00h39
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Sabe aqueles dias que você precisa de um abraço bem dado, daqueles tão gostosos que você se aninha todo nos braços da outra pessoa? Queria um desses agora. Pensei até em falar isso pro meu ex-namorado - que hoje em dia é meu AMIGO DE VERDADE VERDADEIRA TRUE FROM HELL 666 - e que está me abrigando por uns dias enquanto eu tento terminar o TCC (eu acho que eu vou ser a primeira pessoa a desistir de uma monografia nos 47 do segundo tempo, mas isso é assunto pra outra hora), mas hoje é madrugada, Dia dos Namorados e ele pode interpretar mal.


Na verdade esse abraço não se trata de carência afetiva, falta de vontade de pegar alguém ou me sentir amada. Hoje dois amigos vieram me visitar aqui no meu calabouço e me mostraram o quanto gostam de mim, ao ponto de se desbancarem do outro lado da cidade pra me dar um xêro. Hoje também meu peguete da amizade me prometeu algumas loucuras de amor na hora que eu estiver disponível. Não estou preocupada com namorado, marido, nem com os meus 25 anos, que completarei daqui há algumas semanas. Meu problema todo é a falta de fé que vem se apossando de meu corpo de uns tempos pra cá, o que tem me feito ficar, muitas vezes, sem um pingo de rumo. As vezes a única coisa que eu queria era abandonar tudo isso aqui, colocar uma mochila nas costas com algumas mudas de roupa, meu notebook, um pouco de dinheiro no bolso e sair viajando pelo mundo... escutando histórias e escrevendo sobre todas elas.


Hoje eu estou sentimental, mas nada que se relacione à falta de alguém. E eu só lembrei que dia era hoje porque vi no Orkut que um colega meu faz aniversário e fiquei pensando: "Caralho, a namorada desse cara deu foi sorte de só precisar comprar um presente... economia é o que há!". Eu quero virar escritora, quero sair sem rumo, beber toda a cerveja que puder, correr de tiro no meio da rua e sair rindo que fiquei viva, quero dançar atéééééé morrer nas festas e no outro dia acordar arrombada da coluna porque, na moral, eu não tenho mais saúde pra isso. Vixe, quero tanta coisa, mas nada que precise de alguém do meu lado que se diga meu namorado, só pra depois eu passar um bom tempo com ele, casar, ter filhos e aquela coisa do coito matrimonial que eu já falei há algum tempo atrás. Mas essa falta de fé... essa falta de vontade... essa falta de ânimo... essa falta de um abraço gostoso de uma pessoa querida me faz tanta falta que...


Na verdade, eu só queria um abraço mesmo. Depois dar um beijo na testa da pessoa, sorrir, agradecer e voltar a viver. Como se essa vontade de ficar aninhada nunca tivesse acontecido. Até me dar vontade de novo de um afago e eu ter um braço amigo pra me sustentar.



Escrito por Débora Andrade às 01h41
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Imitando o Emotionrélio (procurem no Google ¬¬), resolvi fazer os meus próprios. Falta do que fazer hoje de madrugada enquanto minha mente já tinha travado com a overdose de Manuel Castells, Rogério da Costa, Defleur e Ball-Rokeach, McLuhan, Pierre Lévy, Negroponte, Jorge Pedro Souza e Cia. Não que tenha ajudado a destravar minha cabeça depois do nó que falar sobre Cultura Digital, economia da atenção e esses caralhos de asas me deram nos kengos... mas com certeza foi a madrugada que eu mais me diverti sozinha nestes últimos tempos.

*Gente doentinha é assim, se diverte com cada coisa, que só por deus, falar a verdade... :[ *

Apresentos-lhes os Déboraticons.  \o/

 

            

"aff, que saco"        

"marróia.. hehe"

      

"q"               

 

    "que merda, hein?"

 

"eita porra, fodeu!"                  

 

"haha! eita porra, se fodeu!"                                                                        

 

"hum.. sei.."

 

 "uhhhhhh, garoto sapeco!"

"hum.. prossiga com seu relato, meu jovem.."

 



Escrito por Débora Andrade às 15h23
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“As pessoas mais solitárias foram sempre aquelas que falaram a verdade, aquelas que fizeram a diferença ao confrontar a indiferença. E o que cabe a mim agora? Eu devo correr o risco ou somente sorrir?” 

(Misread – Kings of Convenience)

 

 

Eu fui a pessoa que mais lhe apoiou em todas as situações, que mais engoliu calado choro, humilhação. E não só isso, mas o orgulho mesmo. Orgulho de saber quem sou, de onde vim e o que eu sei em troca de tapinhas nas costas e muitas vezes nem um “obrigado”. Minha mágoa, minha dor, meu rancor são antigos. Mas por conta de uma coisa chamada AMIZADE, que eu prezo mais que qualquer coisa – porque você pode não ter nada em sua vida, mas se tiver amigos... puta que pariu, é rico! – eu engoli sapos, gatos, até elefantes. E até hoje, o que eu recebi? Migalhas. Coisa que eu, sabendo o que faço pelas pessoas, não deveria SEQUER receber do meu pior inimigo. E tudo isso sendo tratado como a pessoa que você sabia que, mesmo chutando, ia voltar que nem cachorro.

 

Eu admito que, mesmo tendo consciência dessa falta de amor-próprio eu ainda continuava ali, sei lá... acho que porque, no fundo, ainda tinha algo dentro de mim pensando “que nada, um dia alguém vai me dar valor”. Mas meu velho... sabe quando isso tudo cansa? Quando você vê que esse valor nunca chega?

 

Talvez eu tenha me apegado a isso tudo não por nada em especial, nada que virasse a minha cabeça, porque no final das contas eu sabia que toda vez que eu levava uma negativa tinha minhas fugas para recorrer.

 

Eu quis ser seu amigo, eu quis ser aquela pessoa pra quem você liga às 3h da madrugada chorando, sabendo que mesmo com sono ela vai estar ali do outro lado da linha lhe escutando e dizendo que, apesar dos pesares, tudo vai ficar bem. Mas, novamente, do que adiantou? Não adiantou nada, sabe por que? Porque talvez o maior erro da minha vida foi ter me apaixonado de verdade. Você me perguntou um dia “por que logo por mim?” e eu sinceramente não soube responder, pois as vezes eu acho que é porque eu não tenho o que fazer e nem em quem pensar, as vezes eu acho que é porque eu estou só, mas muitas delas – além de uma que eu não quero falar – é porque eu sou burro. Porém, mesmo sendo burro, eu fui esperto várias vezes para saber fugir das minhas próprias armadilhas. Eu evitei muitas vezes fechar os olhos, porque se eu fechasse...

 

Se um dia você parar pra pensar e se colocar no meu lugar (claro que você nunca vai ver com os meus olhos), vai chegar à conclusão que não agüentaria metade das coisas que eu ouvi, que eu passei na esperança de “qualquer coisa”. Só que chega uma hora, meu velho... chega uma hora que o instinto de salvação fala mais alto. Saca aquele suspiro de vida que você dá quando sabe que vai morrer? Isso aconteceu e... porra, peraê! O que eu estou fazendo da minha vida? O que eu estou fazendo comigo? Será que eu preciso estar passando por isso tudo?

 

Nem diga que não, porque você sabe que aproveitou da minha nobreza. E deu no que deu... nas suas investidas, suas tentativas de ficar comigo, no que aconteceu naquele dia...

 

Quando o que você chamava de amor foi embora, você começou a me olhar como estepe, como a bicicleta velha no quintal que você deixa lá, mas quando está sem ter o que fazer, pega pra dar uma volta. E toda vez que você tentava, eu saia, ficava com raiva, chegava em casa só Deus sabe o quanto eu chorava... até ficar desidratado e ir dormir, me achando o maior lixo da face da terra... quando ele foi embora eu via você ali chorando, se entregando. E eu ao lado, sofrendo mais que você, pois eu era o AMIGO. Ele se foi, você sonhava com ele, mas queria me usar, mesmo dizendo que não, já que quem estava ali ao lado era o “cara legal que eu gosto pra caramba”, mas que nunca passou de...

 

Agora, qual o conceito de amizade? Qual o SEU conceito de amizade?

 

O meu vai além de sua compreensão. Você pode saber agora do quanto eu abdiquei, mas nunca vai entender de verdade meus motivos, pois vai ver você nunca teve um amigo de verdade, ou uma pessoa que lhe desse valor, que gostasse até da forma como você come biscoito, de como sua sobrancelha mexe engraçada quando você está sem graça, de como você abraça desesperado as pessoas quando está triste, de como você fica feio pra caralho quando chora, mas que a coisa mais bonita do mundo é ver que você enxugou o rosto e deu um sorriso - mesmo que sem jeito – como forma de dizer que tudo ia ficar bem. No dia em que você souber disso, ou entender, sei lá, vai compreender um pouquinho de tudo que eu fiz, mas que eu meio que cansei de ser maltratado.

 

É como um AMIGO me falou um dia desses... “Se a gente desapega de família, imagine de amigo que não tem consideração pela gente”. E eu não agüento ser AMIGO de ninguém mais não. Eu mereço mais. Muito mais.

 

Um amigo não é um meio que se usa para chegar a algum lugar. De algum modo eu não notei, mas amizade é um fim. E o que você sabe?



Escrito por Débora Andrade às 17h19
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A VARANDA


 

 

Debaixo deste céu triste e cinza de sábado, sento na varanda alheia, com um copo de café e um cigarro. A cada gole, um trago. Pensamentos que vão e vêm. Olho para os cantos e mesmo com toda a falta de alegria do infinito acima de minha cabeça me encantam as cores que vejo por todos os lados. Do mais simples vermelho-barro dos jarros até os violetas-gastos, beirando o furta-cor de trevos de três folhas velhos e cansados. Isso me faz lembrar o quanto sempre quis ter uma casa com plantas e árvores. O fato de ter nascido num lugar onde o verde nunca foi permitido, me fez gostar ainda mais do colorido ao meu redor.

 

Desde que eu tenho consciência, as paredes da minha casa foram pálidas. Hora pelo próprio tom da pintura gélida, hora pela tristeza do mofo impregnado nas paredes cheias de infiltrações. E não tem nada que eu note com mais nitidez todos os dias que sua melancolia, onde malfadadas ao tédio vivem frustradas por seus olhos - as únicas quatro janelas que a ligam à rua – só terem a liberdade de ver o concreto dos paralelepípedos da passarela que fica em frente, já não bastasse a indiferença dos carros e suas cortinas negras que encobrem e , às vezes até, cegam.

 

Sentada na varanda alheia com um copo de café e um cigarro, me vem à cabeça a prisão Dela de todos os dias, entre as velhas e confortáveis muralhas imaginárias, sem plantas e árvores. Tudo que eu sempre pude saber é que elas foram construídas com o esmero de quem se desespera em se proteger de algo que muitas vezes não sabe nem dizer o porquê. E não só as paredes, mas cada azulejo, cada rejunte, cada camada de cimento desta casa velha fazem parte da pseudo-fortaleza montada entre os limites do que Ela nunca quis admitir sobre as suas fraquezas. Os lances de escada que sobe e desce todos os dias, em horários sempre previstos dá o ar de relógio, de uma responsabilidade cansada, mas que sempre se mantém rígida como um general a comandar seu exército sob a forma do mal da nação.

 

O trago do cigarro e o gole do café cadenciados me fazem pensar na falta de amor da vida Dela. Ela que raramente falou sobre o que sentia, que poucas vezes vi chorar – e quando via eram sempre lágrimas que só serviam para lavar seus olhos -. Acho que era a forma que Ela tinha de pedir a si mesma para enxergar além da desgraça destes tons pasteis e sem vivacidade da rotina em que Ela mesma se acostumou ter com mais necessidade que o ar que respira. Mas como eu falei há pouco, isso era raro. Tão raro que bastava qualquer esboço meu de tentar colorir a casa, como deixar o sol entrar ao abrir as ventanas, que um ódio lhe tomava de súbito. E num empurrão só, voltava a fechá-las, como um vampiro que teme a forte luz da claridade, mesmo gostando tanto do vermelho pulsante de sangue.

 

Agora que o último gole de café e o último trago do cigarro entram por goela abaixo, levanto o corpo com os meus pensamentos e finjo me distrair com os formatos das pedras jogadas no chão e com os insetos que inocentemente perambulam na varanda da casa alheia. Me abaixo para ver os detalhes das coisas, como criança malina que agacha e meio que abraça as pernas, contemplando as descobertas mais fantásticas que sua jovem percepção pode entender. A casa que eu estou é engraçada, uma mistura da tristeza e palidez da minha casa com a alegria das cores das plantas e árvores de toda sorte fincadas entre a terra e o concreto, mesclada finalmente com os rostos que, apesar das mesmas rotinas que tomaram conta Dela, ainda deixam seus olhos e suas janelas viradas para o mundo. As chuvas vêm das nuvens, mas o sol sempre estará acima delas. Eu acho que é assim que eles pensam. Sorte deles.

 

Ao entrar para agradecer a hospitalidade, devolvo o copo vazio, ainda com o cheiro forte da nicotina entre os dedos. Está na hora de retornar à minha casa sem varada e a Ela. Tenho que voltar àquela masmorra, agora tão minha. Tudo que eu sinto é dó... de mim e Dela. Pobres coitadas.

 

Para disfarçar a cara de auto-piedade, dei adeus, sorri e disse: “Que plantas e árvores lindas vocês têm... minha cor favorita é o verde.”


 

 



Escrito por Débora Andrade às 21h03
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COMO UM PADRE


Quando sozinha, ociosa e triste me procura

Acolho-a como um padre

Ou como amante, se preciso

Como um padre, encho-a de ternura

Como amante, sacio-lhe o ardor do instinto.


E sempre vem: frágil feito criança

Cheia de esperança

Buscando um peito amigo

e sempre diz sentir-se bem comigo

Mas nunca fomos, nem seremos namorados.


Jamais saíste abatida dos meus braços

E com um tocar sutil dos lábios, finalmente,

Faz-se sorridente e se vai

Vai para outro dia retornar.

 

Quanto a mim, um tosco indiferente

Não hei de negar o que me cabe

Pois se importa para você

Hei sempre de lhe acolher

E deixar-lhe ir quando parte.

 

 


**Poema de Maurício - o que mais gostei, por sinal -, que escreve sob o pseudônimo de M. Ravel e tem como seu maior ídolo Vinícius de Moraes (o véio que fazia poesias pra comer as menininhas). Se o livro dele for lançado, o prólogo vai ser de minha autoria. E só pra não perder o costume... "Ô Maurício, meu filho... eita poesia VIADINHA, vuh? VIADÍSSIMA!".


Heh.



Escrito por Débora Andrade às 12h41
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ENQUANTO VOCÊS REZAM, EU TENHO FOME

 

 

Noite. Chuva. Frio. Sentada na varanda da casa de um amigo, tomando café, fumando um cigarro, conversando sobre os sofrimentos do dia-a-dia. Heis que um personagem das ruas aparece...

 

 - Boa noite filhos de Deus. Por favor, vocês poderiam me dar um prato de comida? É que eu e meu irmão moramos na rua e estamos com fome...

 - Olha moço, vá aqui ao lado, porque toda a doação que a gente faz é para a Igreja...

 - Meu Deus é este aqui: *beija o crucifixo pendurado no pescoço*. A Igreja não é nada. Enquanto vocês rezam, eu tenho fome. Meu Deus é este aqui... e espero que vocês nunca precisem estar no meu lugar um dia. Mas obrigado e Deus lhes abençoe.

 - Eita porra... dessa eu gostei: “Enquanto vocês rezam, eu tenho fome”.

 

Enquanto eu, embasbacada olhava para o homem com a maior cara de idiota, ele andava até a Igreja. Pediu um pouco de comida e teve a refeição negada pelos fiéis que lá se encontravam assistindo a missa. As conversas com o amigo sobre as lamúrias da vida continuaram. Enquanto ele falava dos desamores e, em sentimento de empatia, eu chorava as pitangas de volta, o homem reaparece bufando de ódio, rogando as sete pragas do inferno.

 

 - Débora, vamos entrar que esse brother já tá me enchendo o saco.

 - Não, pô. Pode entrar. Eu gosto de escutar estes desabafos.

 - Boa sorte...

 

Essa foi a hora que eu realmente deveria ter entrado. Pequena burguesa, que chora por nada. Quem é você pra achar que sofre?

 

 - É, minha filha... o que mais me impressiona é a capacidade das pessoas de negar um pão. O mesmo pai que é o meu, é o seu. Minha filha, eu tenho 58 anos de idade, sempre vivi na rua, mas aprendi a não me corromper. Tenho Jesus no coração e ele sempre me proteje. Você está aí, sentada  na varanda desta casa, trancada e achando que está segura por trás destas grades. Eu não consegui nem um pedaço de pão para me alimentar, hoje vou dormir com fome. Mas não faz mal, porque eu sei que aquele de lá de cima me proteje. Vou dormir em qualquer calçada e ninguém vai mexer comigo, enquanto você coloca trancas em tudo quanto é lugar. Deus proteje a mim porque eu eu acredito. Ele proteje você, porque você pede. Esta é a única diferença entre você e eu. Você tem dinheiro, tem casa, mas não tem nada, vive aí, pensando que passa pelas maiores desgraças do mundo. Eu tenho esta roupa do corpo, Deus em meu peito e vontade de viver. Mas não tem nada não. Que Deus lhe abençoe mesmo assim. Mesmo você pedindo. Uma boa noite.

 



Escrito por Débora Andrade às 19h26
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MOMENTO DE REFLEXÃO


"A  carência é a inimiga do bom senso."



Escrito por Débora Andrade às 12h26
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SABEDORIA POPULAR

 

"Para amores platônicos, trepadas homéricas."



Escrito por Débora Andrade às 00h26
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Para mim aquele seria só mais outro dia em que eu caia nos braços de um homem qualquer para satisfazer um desejo, aliviar minha tensão. Os gemidos naquela hora, naquela casa deserta no meio do nada, só resultado do prazer de uma boa trepada, de um tremer gostoso após um orgasmo-troféu, conquista cretina de gente que contabiliza mais um em sua lista de lanchinhos amigáveis.

 

Por falar em lanchinho, minha fome por aquele homem era antiga. Nada demais, nada avassalador. Mas alguns contratos sociais-amorosos nos impedia de ter uma aproximação carnal como eu queria e o destino tratou de nos aproximar não pelo “amor”, mas pela dor. Viramos os melhores amigos de cachaça do mundo. Bebíamos juntos, honrando o deus Baco em qualquer lugar que fôssemos, numa ode eterna ao alcoolismo, à boa comida e à fornicação. Bacantes dançavam ao nosso lado, nuas, lindas e perfeitas, enquanto rodopiávamos ao redor de cada uma, fazendo jus às mais belas histórias de bebedeira.

 

Mas Dionísio nunca gostou do sol, assim suponho eu. Como diz o ditado, “à noite, todos ao gatos são pardos”, pois é sob o véu do luar que os espíritos se libertam, fogem de suas amarras. Mas infelizmente o relógio é o maior carrasco desses que têm como refúgio as sombras. Os primeiros raios da manhã são as algemas, as grades que os prendem novamente aos corpos, que ao abrir os olhos vão enxergar a mais crua realidade do amanhecer.

 

E foi assim que aconteceu. Após uma noite de intensos toques e sussuros ofegantes ao pé de ouvidos acostumados a escutar “te desejo” ao invés de “te amo”, ele pegou em minha mão. Nada demais - para quem tinha tocado, com aquela mesma mão, o mais íntimo do meu corpo – se não fosse ele me levar para a beira da praia para tocar o mar. Voltados para aquele mundaréu de água, eu só pensava no frio do tempo e do meu coração. Nada me comovia, só me excitava e depois acabava numa frustração da fome sem a vontade de comer. Foi ai que ele, ao se enroscar em minha cintura, jurou me esquentar com o acalento dos seus braços. E o sol nasceu. Maldito momento mágico, maldito raio de luz que me revelou àquele rosto claro e cabelo cor de fogo com a certeza de que aquilo dentro do peito ainda pulsava. Foi nessa hora que eu me apaixonei.

 

Mas a paixão é tesouro na rota de um navio fantasma, bandeira grande de caveira pendurada no mastro, tremulando o perigo pelos cantos que passa. E ele era o capitão desta embarcação que me fazia temer os meus sentimentos, há tanto enterrado em solos inférteis. Porém, cada porto é uma vida. E a vida daquele pirata barba ruiva tinha ficado nas mãos de uma bucaneira miserável. Triste dele que, como único bem, só tinha junto a si algumas botellas de gim, emoção engarrafada. “Gim é como fel, mas ainda prefiro sentir o gosto ruim disso a ter que saber que não tenho mais o que preciso”. Assim ele afirmava, assim eu sabia desde o começo. Mas eu não era pirata.

 

Depois deste dia, os ventos mudaram de direção. Barba Ruiva, cuja reputação de pirata cruel já percorria os Sete Mares, me aprisionou ao seu lado, me tomou como refém aproveitando a própria amarra que criei para mim em torno dele. Foi aí que ele conseguiu me prender em seu porão. Mas, mesmo no escuro, eu ainda olhava para cima, na tentativa de ter entre os vãos algo que me desse a esperança de um dia voltar a ver o brilho do sol refletindo em meus olhos cansados o calor daqueles pêlos alaranjados.

 

O tempo passou, mas os feixes de luz eram cada vez maiores. Tão fortes que acabavam confundindo minha visão. Comecei a ter alucinações, comecei a vê-lo não no convés, mas ao meu lado. Só que era tudo mentira, ilusão de ótica barata.

 

E foi durante este tempo na prisão que virei pirata. O que eram ninfas, se transformaram em taberneiras. O que era sentimento se transformou em run. Copo suspenso em brinde, corpo deitado em bebedeiras. E eu ria. Até que fui libertada daquele calabouço. Eu já estava pronta. Sol e lua, luz e sombra... nada mais fazia diferença. A esta altura eu era o braço direito do capitão.

 

Ao passar pelo porto no qual Barba Ruiva tinha deixado sua vida, apareceu outra bucaneira. Melhor do que fez a outra, ela roubou sua alma. O pirata agora lhe devotava o infinito do horizonte e todo o ouro e prata que encontrou ao longo de sua jornada. Eu, fiel escudeira, fiquei ao lado. Até me dar conta de que eu não fui feita para navegar. Como toda bucaneira, mais esta arrasou com a botija dos sentimentos do capitão e ele voltou ao mar, com a intenção de nunca mais colocar os pés em terra firme. Mas eu era a terra, eu era a sombra de um coqueiro, a água de coco no calor intenso, escaldante que parte a moleira. Ele sabia, mas tudo que eu queria, tinham levado embora.

 

Hoje, quando meus pés tocam nas areias da praia, lembro daquele fatídico dia em que por ele meu coração naufragou, da escuridão e da claridade após o astro rei se impor à frieza dos meus desejos. No fundo do meu íntimo tenho a certeza que mesmo sabendo que apesar das velas rasgadas, das bacantes, bucaneiras, dos porões, dos deuses, do ventos maus e das lembranças dos maremotos, o melhor lugar do universo é o acalento dos seus braços.

 

 

"Your dream world is a very scared place... your dream world is a very scared place... To be trapped... Shine in  time... shine in time.. shine in time... until you find..."

(Anathema - Closer)

 

 

 



Escrito por Débora Andrade às 13h45
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Enquanto isso, depois do jantar em um restaurante mexicano qualquer...


 

 

Lu – Caramba, comi demais! Nesse tempo de chuva, a única coisa que eu queria era chegar em casa, tomar banho e ir pra cama com um amor da Disney.

 

André – Ah... eu também queria um amor Disney pra mim...

 

Débora – Ai como eu queria uma Skol...

 




Escrito por Débora Andrade às 13h21
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Sempre que chove é a mesma coisa...

 


I need a summer but the summer's come and gone
I need a summer but it's winter in my heart

It's all the same
The fucked up game you play with me
I need to hold you
but you're never coming back

I can't get, any lower
I can't find all the pieces of my broken life

I need a summer but the summers come and gone
I need a summer like a winter in my heart

I can't get, any lower
I can't find, all the pieces of my broken life
I still try, I still try, I still try...

 

(Winter in my heart - VAST)



Escrito por Débora Andrade às 10h01
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Eu podia escrever litros falando sobre o mengão na partida e como quase esses merdas perderam quando deixaram Botafogo empatar a partida logo no começo do segundo tempo, estando com dois gols de vantagem. Eu podia falar também sobre o que é que caralhos Cuca tava pensando quando colocou Obina pra jogar sabendo que ele tá bichado e na - velho, Cuca só pode ser doente, pqp - escalação de Erick Flores, sabendo que o cara tava mais aleatório do que cego em tiroteio. Eu poderia falar, mais ainda, que Brunão tirou o do time da reta fazendo aquela puta defesa quando o retardado marcou penalidade máxima a favor do Botafogo e mais aquelas duas na hora da prorrogação em penaltis. Eu poderia até falar, com convicção: PRA QUE ADRIANO FOI CONTRATADO, PORRA?!?!?! Que contratação de perobagi! Quem é Adriano na noite mais nunca nesse futebol? Copa do Brasil uma djaga on flames! Pff!


Gente, eu poderia falar de um monte de coisa, como o fato d'eu esquecer sempre o nome dos jogadores e passar vergonha quando alguém vem brigar comigo porque eu torço "sem saber" de muita coisa, como o placar da partida de Flamengo e Carapicuíba da Baixa da Égua Manca em jogo AMISTOSO de 1966 na Copa das Conferações Republicanas, mas foda-se. Se há uma coisa que eu me emociono é quando o Flamengo ganha um campeonato ou se classifica para uma copa grande, com a possibilidade de levantar a taça do título. Isso me faz lembrar meu pai e eu, quando assistíamos os jogos juntos, gritando e xingando o juíz de fuleiro e ladrão por qualquer coisa. Flamengo pra mim não é só time, é emoção de pai e filha gritando gol.


E Maicosuel, vai tomar leitchinho com pêra e ovomaltchino, seu otááááááááário!!


*Homenagem à Arthur, botafoguense mais querido do mundo.

Arthur.. psiu..


THIS  IS SPAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARTA!

\o/



Escrito por Débora Andrade às 00h51
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