PRA FICAR MAIS BONITO

 


Pessoal que acompanha o blog, tô mudando de endereço. A idéia se expandiu, mas a essência continua a mesma!

 

Acessem!

www.povobunda.com.br



Escrito por Débora Andrade às 01h37
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O TWITTER E O GOVERNADOR 

 Por Débora Andrade e Thiago Ribeiro



Segundo o Google Trends (medidor da incidência de palavras do site de buscas) a tendência é de que o Twitter (rede de micro-blogs criada em 2006) lidere a preferência dos internautas durante os próximos anos. Baseadas nesta inclinação, não só pessoas comuns como várias personalidades e empresas vêm criando perfis para divulgar seu dia-a-dia e manter uma relação mais íntima com a sociedade e a opinião pública.

 

Há menos de um mês, exatamente dia 9 de maio, o grande acontecimento do Twitter em domínios sergipanos foi a adesão do governador sergipano, Marcelo Déda (PT-SE) à rede de relacionamentos. Há pouco menos de um mês como o mais novo twitteiro das Terras do Cacique Serigy, @MarceloDeda já vem sendo apontado pelo Twitterank como um dos perfis mais influentes e acompanhados do Estado.

 

O poder da Internet é tão grande que bastou um follow e alguns tweets para conseguir um pouquinho de atenção. Acredite se quiser: entrevista com @MarceloDeda (ou com sua assessoria, como muitos acham)*.

 

PovoBunda - Quem segue seu Twitter, vem notando que independente de ser governador e ter um cargo público visado, Marcelo Déda também é uma "pessoa normal". Então, como está sendo esta experiência? Está sendo difícil se adaptar a essa linguagem "internética"? 

Marcelo Déda - Tem sido uma experiência maravilhosa. Primeiro porque é uma mídia que me permite interagir de modo normal, tranquilo e sincero com as pessoas. Usando-a, o lado pessoal termina prevalecendo. Mesmo na condição de governador, o relacionamento fica informal. Além disso é uma bela oportunidade de fazer amigos, prestar esclarecimentos, compartilhar idéias, gostos e preferências. 

Não tenho dificuldades de adaptação porque o computador faz parte da minha vida desde 1989 quando eu era deputado estadual e comprei minha primeira máquina: um Itautec.  Em 2001, na prefeitura, eu introduzi o e-mail como ferramenta de comunicação corporativa. Agora no Twitter, foi fácil entrar no clima, muito embora eu ainda esteja aprendendo e não utilize todo o seu potencial.

 

PB - Pelo conteúdo dos seus tweets, está acontecendo algo que eu classifico como "williambonnerização". Na sua opinião, essa proximidade maior com os eleitores através da rede - e assim tão diretamente como acontece no Twitter - ajuda ou atrapalha seu trabalho? Não há um certo receio de superexposição de sua intimidade (já que a maioria desses tweets são relacionados ao "Marcelo Déda cidadão"?)

 

MD - Não creio. Mesmo quando compartilho idéias, informo sobre a minha rotina ou expresso opiniões pessoais sobre determinados temas, eu mantenho a minha intimidade preservada, disso eu não abro mão. Mas, como pessoa pública seria ridículo se eu quisesse agir como um completo desconhecido. O time que eu torço, os livros que leio, as músicas que curto, os espetáculos aos quais compareço, as opiniões que emito, são aspectos da minha vida particular que eu tenho prazer em compartilhar, sem abrir mão da minha intimidade. Aliás, acho muito legal que as pessoas percebam que o governador é um cidadão comum para quem a sociedade deu tarefas especiais.



Escrito por Débora Andrade às 14h09
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PB - O senhor acredita que, diante de uma imensa parcela da população sem acesso a internet, focar a Comunicação Social de um governo, utilizando redes sociais, é mais viável do que meios de maior abrangência como o Rádio? 

MD - Não. As mídias tradicionais, rádio, TV e jornais, ainda são as principais ferramentas de comunicação. Mas não dá para ignorar a importância cada vez maior da internet e das redes sociais. O processo de inclusão digital é inexorável e cada vez mais avança e amplia o número dos que tem acesso à rede mundial. É só ler as páginas de economia e acompanhar o crescimento nas vendas de computadores. A integração de mídias e a mobilidade tornou-se uma realidade, com os celulares do tipo "smartphones" ficando cada vez mais acessíveis. As lan-houses estão disseminadas nos bairros da periferia. Ontem eu falei com meus seguidores do twitter diretamente do laboratório de informática de uma escola pública em Monte Alegre, no sertão de Sergipe! Dia 10 o Presidente Lula lançará na Barra dos Coqueiros o programa "Um computador por aluno", entregando mais de 4000 notebooks para os alunos e professores da rede pública. Ignorar isso seria um erro grosseiro.

Em síntese, nós trabalhamos no espaço da tradição, mas, de olho no futuro e nas novas mídias, alcançando públicos diferenciados e ampliando a nossa comunicação.

 

 

PB - Deixando o "Déda Twitteiro" de lado, vamos agora ao "Déda Governador de Sergipe".

  

Com a subida de Lula ao cargo de presidente do país, a esquerda tomou mais corpo na política brasileira. E muitos dos que antes eram considerados subversores da ordem, passaram a praticar política e não mais teorizar sobre ideais. O senhor acredita que um dia o seu grupo político venha a ser considerado como “mesmice” e tenha que enfrentar um novo grupo que pregue uma “nova mudança”?

 

MD - A esquerda sempre terá um papel relevante na disputa política e na luta pela transformação social. Quando ela chega ao governo ela precisa mostrar sua capacidade transformadora na prática, convivendo com um ambiente plural e democrático. Lula, e nós aqui em Sergipe também, estamos mostrando que é possível mudar, melhorando a vida das pessoas. É natural que os líderes envelheçam, mas as idéias que eles representam precisam ser permanentemente atualizadas, preservando os princípios, mantendo o rumo,mas dialogando com as mudanças do tempo e da conjuntura. Eu costumo dizer, que ao longo de trinta anos de luta política, mudei, renovei meu discurso e atualizei a minha prática, adaptando-a ao espírito do tempo, sem trair o que é essência e permanência. Quer dizer, mudei, sem mudar de lado. 

 

PB - O que o senhor mais resiste enquanto político? Por exemplo, estamos às vésperas da eleição. O que nem nesta e nem em nenhuma deverá ser feito?

 

MD - À corrupção, à violência e à demagogia. A compra de votos, o uso criminoso da máquina e a utilização da violência para amedrontar o eleitor serão sempre repelidas por mim. A prática de atos demagógicos que quebram o estado para conquistar votos, jamais acontecerão no meu governo.

 

 

PB - Qual a maior pressão que o senhor teve que resistir durante seu governo?

 

MD - Governar é administrar pressões. As legítimas a gente negocia, administra e encaminha; as ilegítimas a gente ignora ou denuncia, enfrentando-as com disposição e coragem.

 

 

PB - Que mudança o senhor gostaria de ver no cenário político sergipano como resultado das eleições deste ano?

 

MD - Meu desejo é que o povo consolide com o seu voto um novo modelo de governar, com ética, prioridade para o social, amor ao nosso estado, participação popular e respeito ao meio-ambiente. 

 

 

PB - E para terminar: o que o senhor classifica como "Povo Bunda"?

 

MD - Ah! Essa vocês vão me dispensar... Vocês inventaram a marca, então expliquem, rsrsrss....

 

 

*Entrevista enviada por e-mail dia 24 de maio, respondida no último final de semana e recebida quinta-feira, 3 de junho de 2010 às 0:26:35.



Escrito por Débora Andrade às 14h09
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ALÔ PREFEITURA!



Ruim é quando um dos mais bonitos pontos turísticos da cidade se encontra assim: abandonado.


Todo mundo sabe que Aracaju não é uma cidade turística e que a luta constante é para mudar esse pensamento e assim fazer a capital atrair visitantes (e, consequentemente, mais investimentos). Mas com atitudes como estas, fica difícil conseguir alguma coisa. Além da falta de algum informante no Posto, há a falta de policiamento. Eu, por exemplo, que moro na região fico até com medo de lá passar meus fins de tarde como eu gostava. Certo dia, com meus amigos, acabei "levando uma carreira" de alguns mau-elementos. E se eu fosse roubada, quem ia pagar o prejuízo?


Sem querer causar polêmica, isso daqui é só pra chamar a atenção para um problema que pode ser facilmente resolvido. Não para o meu bem individual e sim para o coletivo.


 

 

(Tô aprendendo rápido a mexer nos vídeos. Quem não vai gostar muito são os ortopedistas. heh.)



Escrito por Débora Andrade às 15h37
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ONDE VAI PARAR?

 

 

O mundo que nós conhecemos, há menos de 10 anos atrás, não está nem perto do ponto que chegamos hoje. E no que se refere aos Meios de Comunicação principalmente, estamos numa mudança que caminha a passos largos, nos levando a presenciar algo que nossos pais nunca imaginaram: uma transformação radical, com a horizontalização das informações e das relações interpessoais, e não mais a via de mão única entre o veículo de notícias e o espectador.

 

Quem um dia pensou que uma pessoa comum, através do Twitter - por exemplo -, fosse conseguir trocar idéias com indivíduos do mais alto escalão da sociedade, “de igual para igual”? Pois é. A revolução comunicacional está chegando pra ficar. E neste processo você, eu, todos vamos ser responsáveis pela construção do conteúdo que o mundo compartilhará.

 

E sabemos como isso veio... mas ninguém sabe onde vai parar.

 

Solta aí o verbo, @marcelobranco! \o/

 

 

 

(O vídeo ficou de cabeça pra baixo, mas enquanto você supera o torcicolo, eu aprendo a mexer nisso aqui. heh.)



Escrito por Débora Andrade às 16h04
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ELOGIO SINCERO

 

Pedro diz:

Acho seu estilo literário um pau do tamanho certo para as concavidades do prazer, uma buceta bem cremosa p'ra se afogar. Gostoso! Seu estilo literário é um tesão! Mas sem pornografia demais, você é tão fiel ao seu estilo gostoso e sincero Débora...

 

 

 

 

Pedro e suas falas sempre inflamadas de sentimentos. Obrigada pelo elogio cheirando a feromônio, bruxo querido.

:*


 



Escrito por Débora Andrade às 19h35
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SEMIÓTICA*

 

 

Depois de ter chorado por horas a fio, levantei daquele colchão com a cara mais inchada do mundo. O ventilador, do lado direito do criado-mundo, rugia como um motor velho que resiste ao tempo por saber que não havia nenhum níquel em meus bolsos para comprar outro que suprisse a necessidade de uma fresca nos momentos de calor quando o suor apertasse. Soprando aquele ar semi-morno com temperatura variando entre o mormaço e o agradável, o frio me bateu na espinha. Eu já tinha chorado a soluçar, por duas horas seguidas, balbuciando palavras que agora não saberia dizer quais eram. Há alguns segundos atrás, antes d'eu respirar fundo para parar com aquele drama todo, eu parecia em estado de transe, como se eu estivesse travando uma batalha épica comigo mesma e meus sentimentos. Afinal, por que eu estava triste daquela forma? Era o peso da maturidade montando em minhas costas? Ok, eu lembro que de uma frase, mas ela não vai ter muito significado aqui: "Por que, meu Deus? Por que?". Isso eu recordo ter dito.

 

Mas então, aí eu levantei com a cara inchada. Pelo que eu lembro ter mencionado há poucos segundos, eu tive uma crise de choro. Nessa crise de choro o criado-mundo, o ventilador... e o basculante. Já falei do basculante? Apesar do quarto não ter vista para a rua, quando eu levanto a cabeça e olho pra cima, vejo o céu. Eu levantei, com a cara inchada de tanto chorar e me dei conta de que deviam ser umas 5h da manhã. É que o céu já estava dando sinais de raios do sol, com o dia clareando. Eu já sabia disso, só que neste exato momento, parece que me caiu a ficha de quantas vezes eu estive acordada a pensar nos meus males e a derramar tantas lágrimas. Como essa hora o azul era melancólico. Por sinal, meu quarto também é a mesma coisa do céu às 5h da manhã.

 

Colchão, criado-mudo, ventilador, basculante. Abri a porta e fui ao banheiro. Sentei no vaso, mijei e esqueci a porra do papel higiênico. Odeio quando esqueço de pegar papel higiênico. Pra homem não é necessário, já que ele tem a opção de dar aquela balançadinha (mas a última gota é sempre privilégio da cueca). Agora pra mulher é indipensável. Chacoalhar a vagina após o alívio da urina não só é patético como só piora a situação: respinga xixi pra tudo quanto é lado, molhando a calcinha em tantos pontos diferentes que nem se pode imaginar. E a urina vem da digestão da água (seja ela a que passarinho bebe ou não). Na via crucis de volta ao quarto, fui à geladeira e bebi direto da boca vários goles. E ninguém venha achar ruim porque eu bebi direto no gargalo. "Mimimi micróbios, mimimi saliva." Foda-se. Pra viver basta estar vivo. E esses germes são familiares. Todo mundo aqui em casa os compartilha desde 1984, ano em que eu nasci. 1984 por sinal, de George Orwell, é o meu livro preferido. Me elogiaram um dia desses porque uso uma frase do livro na assinatura do meu e-mail. Minha caixa de e-mails sempre fica cheia de release de jornalistas e empresas que acham que a profissão é só escrever essas coisas pra plantar em jornal, Deus me livre.

 

Banheiro, geladeira, água da boca do vaso. O corredor daqui de casa, estando na cozinha dá direto para o quarto de minha mãe. Estranho... a porta do quarto dela estava aberta e ela sempre fecha porque o quarto também é do lado da sala e atualmente eu tenho ficado até tarde lá sentada em frente ao computador, fazendo qualquer coisa na Internet. Se ela não se tranca, a ladainha sobre a conta de água, luz, telefone, plano de saúde, desenvolvimento sustentável e previsão do tempo desvaforável a quem é pobre recai sobre as minhas costas, pois logicamente tudo é culpa minha. Estranho... a porta do quarto dela estava aberta. Será que ela ouviu meus soluços e veio sorrateiramente pela noite, se esgueirando pela casa, só pra me ouvir chorar? E se ela me ouviu chorar, por que peste é que ela não entrou pra me dar um abraço e me consolar? Minha mãe é estranha. Acho que é mal de família. Família... de vez em quando eu penso em ter uma, um filho ou dois, sei lá. Pra cuidar de mim quando eu estiver velha, sabe?

 

Banheiro, geladeira, água da boca do vaso, corredor, quarto de minha mãe, sala. Abrir a porta do meu quarto me remete a coisas que as vezes eu não queria lembrar. Como da época que eu com crise de anorexia disse que não ia comer nunca mais pra que ninguém me chamasse mais nunca de gorda. Hoje em dia, pensando bem, eu ligo é bosta, quero que todo mundo se foda e meu pau cresça. Não que eu tenha um pau, a questão é que têm expressões que a gente usa só pra denominar nosso sentimento. O meu de desprezo eu soube materializar agora com esse comentário machista onde tudo gira em torno de um falo. O meu, no caso, imaginário. Imaginação é foda de vez em quando, porque faz você pensar em absurdos que nem de longe estão pra acontecer. Principalmente quando a mulher está de TPM. Basta falar um "ai"a mais que a tsunami começa.

 

Pensando bem, eu não entendi até agora porque eu dei mais detalhes do ventilador e do basculante. Como se eles fossem os únicos objetos que existissem no quarto. Sei lá, agora parando pra pensar nisso, fiquei viajando numa coisa meio filosófica de que o ventilador ventila (duh) e joga o vento mau na direção da janela e recicla, circula e tal. Que bosta! Isso tudo é culpa de ter estudado Semiótica. Se eu não tivesse me ligado tanto na pseudo-maravilha que é analisar significados e significantes, com certeza eu já teria dito em uma linha o por quê d'eu ter estado chorando. "Ter estado" é quase um gerundismo. Falar nisso, quase fiz uma atendente de telemarketing chorar. E o pior é que eu fui educada, imagine se eu fosse grossa. Odeio quem me liga pra oferecer qualquer coisa de empresa.

 

O caminho do banheiro até o meu quarto nunca foi tão longo como nestante. Se forem uns 15 passos, digo que é muito. Todavia, andei que só. Árduo caminho até sentar em minha cama de novo pra pensar no que aconteceu pr'eu ficar neste estado. Caramba, tô arrotando até agora a macaxeira frita com carne do sol que comi num restaurantezinho 8h da noite passada. Já deve estar marcando no relógio quase 6h da manhã do outro dia e eu já estou escutando o rádio ligado na cozinha, com minha mãe fazendo as coisas aqui. O que me faz concluir que eu comi há 10h atrás. Meu aparelho digestório deve estar uma desgraça, porque dizem que no máximo a gente digere a comida em 5h. E já tem o dobro! Preciso de um endocrinologista. Por falar em urgência, o Omeoprazol está acabando e se eu ficar em o remédio, é azia o dia inteiro na certa.

 

Agora, sentada aqui no colchão, eu sinto os olhos apertados. Eles devem ter desinchado do chororô e o negócio agora é sono mesmo. Ando com insônia esses tempos e até pensei que chorando eu ia dormir mais rápido, mas que nada! Tô é aqui de pé há horas e certeza que eu vou perder o dia todo dormindo. Mais um dia perdido. Apesar de não estar trabalhando, eu poderia acordar cedo todo dia, nem que fosse pra fazer caminhada, pra ler, escrever, ser voluntária em alguma ONG. Porra de ONG! Porra de nada, PORRA NENHUMA! O preço da latinha de cerveja que eu gosto tá no supermercado de R$1.29, que absurdo!

 

Colchão, criado-mudo, ventilador, basculante, porta, banheiro, água no vaso, corredor, porta, colchão, choro, minha cara inchada. É que eu estava só precisando de uma abraço, sei lá, abracos são bons, eu devia abraçar mais. Eu queria era que todo mundo ficasse triste nesses momentos que eu fico triste porque sinceramente a felicidade alheia, quando eu me afundo na merda, me incomoda. Me incomoda também eu não saber em alguns momentos como é que eu coloco vírgula no texto, aí eu escrevo tudo ou com muita vírgula ou sem vírgula nenhuma. E cara, se tem uma coisa que eu não suporto é gente burra que não sabe fazer um O com um copo, puta que pariu nós todos, amém. Vírgula nem é tanto problema, o problema é erro de concordância brutal, gente que tenta escrever difícil e pra mim sai por imbecil pedante, que quer aparecer com linguagem prolixa e na verdade não sabe mais do que meia dúzia de palavras decoradas.

 

A verdade é que meu choro é de alguém perdido e que não sabe como se achar.

 

 

* Considera-se tudo aquilo que se força sobre nós, impondo-se ao nosso reconhecimento, e não confundindo pensamento com pensamento racional, tudo o que aparece à consciência. (Charles Sanders Pierce - filósofo, cientista e matemático americano)



Escrito por Débora Andrade às 15h28
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REQUIEM FOR A QUEEN




Então, o post de hoje será relacionado a algumas reclamações que as pessoas vêm fazendo sobre a minha linha de conduta sobre RELACIONAMENTOS. Por eu ser muito enfática sobre o que eu penso, acabo gerando polêmica, transitando entre julgamentos que vão desde o “você que tem razão” ao “pra mim você quer dar uma de sábia, mas no fundo é uma recalcada e desiludida”. Eu, simplesmente definiria o meu posicionamento como um “aprendendo a viver sem ser emocionalmente dependente”.

 

Apesar de ter 25 anos, já me relacionei com um bom número de pessoas. Mas um deles foi o ponto-chave para a minha mudança de atitude. Não vou entrar em detalhes sobre estas pessoas que passaram por minha vida porque realmente não interessa e nem esse é o ponto. O ponto é até onde entendem como “sabedoria” e “frustração”.

 

Não me considero uma pessoa frustrada. Já fiquei muito magoada por muito tempo e acabei ficando metódica para algumas coisas, fria para outras... mas nunca deixei de me relacionar com ninguém. Foi foda chegar a esse patamar, e uma vez aqui, creio  que o meu filtro ficou mais fino para certo tipo de pessoa e determinadas atitudes, mas não ao ponto de me tornar intransigente. Somente impaciente com bobagens, seletiva e jogadora. Não é a toa que hoje em dia pra chamar minha atenção - ao ponto d’eu ter vontade de ligar no outro dia até -, tem que ser muito interessante. O caso é que eu aprendi como o mundo funciona. A minha perspicácia está justamente na hora onde o encanto acaba e começa o senso comum a dois.

 

Coisas que eu aprendi:

 

1. A ceder.

Sempre tive opinião própria. Vontades então, nem se fala. Se a pessoa que eu estou gosta de amarelo, eu visto uma peça da cor, sei lá. Mas nunca, NINGUÉM, irá me ver na rua parecendo o Garibaldo da Vila Sésamo. Só se eu tiver apostado um engradado.

 

2. A ser independente. Emocionalmente, principalmente.

Carinho a gente tem, consideração, afeto, etc, bocejos. Mas eu antes de encontrar meu par sempre vivi sozinha como uma humilde camponesa indo ao bosque todos os dias recolher lenha. Eu gostaria muito que você que está comigo fosse ao bosque para me ajudar a recolher a lenha. Ocasionalmente eu posso deixar de recolher lenha porque você está indisposto ou cansado, mas nunca (e MAIS NUNCA) deixarei de ir ao bosque.

 

3. A agir como mulher independente e não como protótipo de homem cafajeste.

O grande erro da minha vida foi achar que fazer papel de macho resolveria meus problemas. Principalmente os emocionais. Ser bem resolvida não é sinônimo de sair abrindo as pernas e não ligar no outro dia ou não deixar o cara pagar um lanche ou coisas que afetem o seu “orgulho feminista”. A grande sabedoria é cada um assumir o papel que lhe cabe, sem se deixar dominar. Tenho amigas que vivem agindo assim, mas quando se apaixonam só vivem chorando pelos cantos como se estivessem sofrendo pelo primeiro amor adolescente. COISONA DA PORRA.

 

4. A me valorizar.

Apesar de ainda continuar cometendo alguns erros primários (ninguém é de ferro), é ruim d’eu cair em conversinha fiada por qualquer migué. Aprendi, mais do que tudo, a jogar. E nesse jogo quem sabe mais sobre as regras da Arte da Sedução sai na frente. Eu sabendo como é que as coisas funcionam, vou continuar me metendo em cocó PRA QUÊ? Eu tenho um coração sim. Mas ele fica dentro da caixa torácica e não na região da pélvis. Não à toa que ultimamente eu tenho recebido vários galanteios, elogios e investidas. Meu ego agradece, a propósito.

 

#)

 

Eu me apaixono, eu fico triste, eu sinto insegurança... como qualquer ser vivo normal. Todavia, não fico pagando de totem da sabedoria amorosa como me pintam. Se eu realmente não agisse da forma como eu penso, hoje estaria morando em São Paulo com meu índio e vivendo um amor Disney, até que apertos e sofrimentos financeiros nos separassem e acabassem com a nossa paixão. Poderia acontecer o contrário mas,  via de regra, é o caminho que se segue. Seria lindo eu abandonar tudo pra viver um romance de novela, tudo em nome daquele a quem meus suspiros são direcionados.

 

Quem não queria ser um personagem de Manoel Carlos, que tudo sofre e supera por amor? A vida fica colorida quando a gente sonha, quando o estômago fica cheio de borboletas (consigo isso bebendo 8 latinhas de cerveja). Porém, a minha vivência me ensinou que primeiro vem o que EU PRECISO, pra depois vir o que O OUTRO QUER. Não é que não vale a pena. Mas a matemática é simples. Um casal é composto por DUAS PESSOAS que SE SOMAM. Logo: se eu sou inteira e você metade, nunca seremos dois.

 

Entendeu ou quer que eu faça um gráfico?



Escrito por Débora Andrade às 22h46
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S.O.S. ARCA DE NOÉ



Toda vez que chove aqui nas Terras do Cacique Serigy é assim: ruas ficam alagadas, pessoas ilhadas... mas dentre outros problemas hoje aconteceu algo inusitado: por volta das 6h da tarde desta sexta-feira, 9, os canos de um supermercado localizado na Avenida Coelho e Campos (Centro de Aracaju) estouraram. Coincidência ou não, o fato é que a avenida também estava intransitável, devido a falta de escoamento da água da chuva, transformando a pista em um grande rio.


E os problemas nesta área não são mais novidade em tempos chuvosos. A capital sergipana se encontra abaixo do nível do mar e para piorar a situação, ainda conta com tubulações de esgoto que têm mais de 30 anos, segundo vários moradores da cidade. Com o alto ritmo de crescimento que Aracaju tem apresentado, não é difícil ver casos como esses em qualquer temporal. Como se diz por aí, " já virou paisagem típica".

 

Por isso, convido todos os presentes no recinto para um campeonato de nado sincronizado AGORA na Coelho e Campos. A galera dos ratos e das baratas já está a todo vapor no esquenta. Vamos nessa?


GOGOGO! \o/



O flagrante foi feito com a câmera do meu celular.

 

 



Escrito por Débora Andrade às 23h06
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SUPLETIVO

 

 

Olá classe! Hoje teremos uma rápida aula sobre Geografia do Brasil para falarmos sobre uma cidade específica do Nordeste do nosso país chamada Aracaju.


Só recapitulando, a nossa nação verde-amarela se constitui de cinco regiões: a Norte, a Sul, a Centro Oeste, a Sudeste e a Nordeste.


A região Nordeste tem uma peculiaridade, pois se divide em três capitanias hereditárias nomeadas como: Bahia, Ceará e Pernambuco. Aracaju está situada na divisa dos três territórios. Quem nasce em Aracaju, portanto, pode ser chamado de: baiano, cearense ou pernambucano.


O clima de Aracaju pode ser classificado como semi-árido. Sua vegetação é composta somente de palmas, cana-de-açúcar e mandioca, que é de onde todos os seus habitantes tiram o seu alimento. A água consumida é oriunda dos lençóis freáticos. As aberturas (ou rachaduras) para se chegar até o líquido precioso são feitas pelas altas temperaturas, que podem chegar até a 75ºC. Em Aracaju, como em todo o Nordeste, a água é um ítem escasso , tendo eles que esperar pela chuva que só chega por estas bandas a cada eclipse solar. É classe... contudo a natureza também ajuda a estes pobres coitados. Por isso, todos que vivem em Aracaju também têm cabeça chata, formato dado por Deus aos seres viventes desta terra para que os baldes de água sejam carregados com facilidade até suas casas desde a tenra idade.


O meio de locomoção dos que nascem e moram em Aracaju se resume aos jegues e mulas, homens e mulheres ignorantes que nascem e crescem soltos em vários cantos do Brasil e se transformam em animais por conta da maldição da burrice bestial. Eles são capturados e comercializados por coronéis e jagunços, junto a população, num povoado distante do centro comercial da cidade.

 

Os que são de Aracaju se originaram do cruzamento das espécies das três capitanias herediárias que compoem a região Nordeste (como citado no começo da explicação). A fecundação deles ocorre todos os anos em uma época específica, chamada Carnaval. Nesta época, que fica entre os meses de janeiro e dezembro, baianos, cearenses e pernambucanos se reunem em torno de negões pintados de listras brancas de desenhos tribais - e que tocam percussão em cima de um aparato tecnológico classificado como "trio-elétrico" - para fazer seus rituais de acasalamento. Em idade adulta, oeles podem escolher por três caminhos na vida: serem cantores de axé ou pagode, serem humoristas e irem pra SP ou serem dancarinos de frevo.

 

Igual aos amazonenses que são todos índios, andam pelados pelas ruas, moram em ocas e dormem em redes, os que nascem em Aracaju também têm uma forma peculiar de viver. Em pesquisas realizadas pelo Massachussets Institute of Tecnology, desde o descobrimento do Brasil até os tempos atuais, todos eles residem em casas de taipa, se vestem como cangaceiros e dormem sempre em algum canto onde possam fazer tocaia. Todas as crianças são remelentas, têm barriga d'água e sofrem de desidratação. Caso alguma criança seja vista andando pela caatinga (nome das ruas de Aracaju) com outro aspecto, vira presa fácil e acaba chegando às mesas como carne-do-sol, que tem um ótimo caimento com rapadura e farinha seca.

 

Bom classe, espero que vocês tenham aprendido nesta breve aula um pouco mais sobre Aracaju e sobre como as pessoas lá sobrevivem. Na próxima aula, vamos falar sobre a população manauara: os índios.

 




Escrito por Débora Andrade às 01h59
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CANTINHO DO LEITOR



Como já falei uma vez, gosto de interagir com quem me lê. Além de ser uma forma de travar um diálogo sadio, ainda me dá a possibilidade de conhecer e analisar. Creio que é só através da interatividade que temos a possibilidade de crescer e aprender.


Há muito tempo não abro o e-mail do PovoBunda e só agora vi a notificação de um comentário sobre o um texto escrito no dia 8 de agosto do ano passado. O comentário foi feito no dia 24 de janeiro deste ano e vem abaixo:


"[Paulo Campos]
Sabe de uma coisa, lendo todas as suas criticas sobre Manaus, só agora entendo sua mágoa e derrota, porra, juro que lendo o que vc escreve jurava que vc era no mínimo uma antiga moradora de alguma cidade da europa, kk, mas fala sério, viveu toda a sua vida falida em ARACAJÚ ?, KKKK, e ainda quer falar alguma coisa de Manaus ? quem é ARACAJÚ na fita ?, porra de cidade pobre do nordeste que não faz diferença nenhuma pro Brasil, na boa, volta de onde vc veio, vai trabalhar na roça e comer rapadura, Manaus não é pra vc não, vc e seu intelecto superior é damais pra nós meros índios subdesenvolvidos, sua cabeça chata de nodestino e seu palavreado chulo tem mais serventia em ARACAJÚ ! , fala sério !"


Primeiro de tudo, meu querido Paulo Ramos: vá aprender a escrever corretamente. Não só fica mais bonito pra você como pessoa, mas é menos vergonhoso se mostrar, ao menos, à altura daquele a quem você critica. Só um exemplo disso é que a palavra ARACAJU não se acentua, ok? Por essas e outras siga o meu conselho de nunca participar daquele programa "Você é mais inteligente que um aluno de 5ª série?".


Como já escrevi antes, volto a repetir: o blog é meu. Não escrevo para o seu deleite, mas para o meu bel-prazer. São minhas opiniões, minhas impressões. Você tem todo direito de não gostar e eu de criticar o que me apetece.


Mas vamos ao alvo do nosso embate: Manaus.


Este mês completei 7 meses na cidade. Meses de muita luta, de estudos pra passar em concursos, muita batalha atrás de emprego, de fazer contatos. De conhecer amigos, de me apaixonar (sim, eu sou normal, eu me apaixono de vez em quando). Mas foram tempos, principalmentem, de crescimento pessoal. Vamos deixar essa parte piegas de lado porque essa é a hora da verdade.


Prezado Paulo Ramos, sua ignorância - não só ortográfica - beira quase o absurdo. Porém, não vou caçoar mais de você porque acho que você já deve sofrer demais em saber da sua condição.


Independente do lugar onde eu nasci e cresci, eu tenho senso crítico - o que já me coloca num patamar bem acima do que você vive -. Se eu saí de Aracaju (sem acento galera) é porque não via o quanto poderia progredir lá e decidi arriscar numa nova cidade. O fato d'eu reclamar dos problemas daqui não coloca Aracaju (galera, sem acento, já falei) e nem canto nenhum como lugar perfeito do mundo. Povobunda e Governo de merda há em todo canto. Todavia, o que detectei é que aqui o pensamento é tão retrógrado que só afirma o que minha tia diz: "Débora, Manaus é tão atrasada, que até a hora é uma a menos da de Brasília."


Ao contrário do que você pensa, Aracaju (Paulo, meu anjo... sem acento, viu?) é tão insignificante que até o ano de 2008 era considerada a melhor capital do Brasil para se viver. Não me gabo, até porque o ano passado, perdeu essa posição, caindo no ranking drasticamente. Lá há problemas (e eu passaria A VIDA escrevendo sobre eles aqui). Entretanto, acredito que as coisas não beiram as raias do grotesco como nesta cidade, "a porta de entrada da Floresta Amazônica". Manaus, devido às suas proporções e ao tanto que se exalta de importância, devia ser NO MÍNIMO tão desenvolvida como uma megalópole, a exemplo de São Paulo. Querido leitor indignado, aqui é a entrada do pulmão do mundo, do maior ecossistema do planeta. Mas ande pela cidade e me diga o nome de uma avenida arborizada que eu lhe pago um jantar no Tropical Hotel. Me explique porque ESTAMOS NO ANO DE 2010 e até o momento não há fibra ótica em toda a cidade. ME EXPLIQUE PELO AMOR DE DEUS porque as políticas públicas aqui não funcionam, já que muito se alardeia de que Manaus isso, Manaus aquilo, Manaus cidade sede da Copa, Manaus Floresta Amazônica... Não cansarei de repetir nunca: só gosta daqui ou quem é turista e não vive a realidade desta cidade atrasada ou quem tem condições de não precisar conviver de perto com a falta de estrutura, com as más condições dos transportes, com a falta de segurança e de políticas voltadas para o todo e não para a meia dúzia e aquela história que todos já conhecem sobre "como governar uma cidade controlando os jagunços sem perder o posto de coronel".


Terça-feira passada completou um mês que tive o prazer de acordar com um revólver 38 cromado na minha cabeça. Levaram tudo que eu tinha de valor (meu notebok foi nessa, com tese de mestrado, o livro que eu estava escrevendo e uma caralhada de coisa). Mas não levaram somente isso. Levaram meu sossego, minha paz e minha esperança em conseguir progredir numa terra que se diz de Primeiro Mundo, porque Zona Franca isso, porque investimentos estrangeiros aquilo... Você sabia que no seu Estado (se é que você é daqui) tem como parcela mais abastada e influente as pessoas que vêm de fora? E você sabia que são essas mesmas que fazem o que querem porque PESSOAS COMO VOCÊ são conformistas ao extremo pra achar que tudo está indo às mil maravilhas? Pois é, depois de aprender a escrever, vá exorcizar um pouco essa sua passividade, pra ver se melhora algo em sua vida.


Peço licença e agradeço a todos pelas oportunidades de emprego e pela acolhida ( principalmente aos amigos que fiz e os laços de amizade e coleguismo que estabeleci), mas vou voltar pra minha cidade que se escreve sem acento na rima de quem não sabe nem o básico de português. Aqui encontrei pessoas inteligentíssimas, companheiras, acolhedoras, engraçadas e divertidas. Encontrei gente trabalhadora e que luta pelos seus ideais. Não só individuais, mas coletivos também. Na verdade encontrei de tudo, como encontraria em qualquer lugar (eu e minha teoria de que as pessoas em sociedade são praticamente as mesmas, só mudam o cenários). Mas na maioria do tempo, além de me deparar com situações como estas do roubo, dei de cara até com profissionais da comunicação onde tive a graça de refazer textos de matérias, que iam ao ar em menos de uma hora, onde o presente da terceira pessoa do singular do verbo "conseguir" se conjuga: "ele conseguI". Isso mesmo, com I no final, ao invés de "ele conseguE".Só não falo o resto porque se não posso tomar processo, já que os fatos podem identificar pessoas muito facilmente (e os ladrões já levaram meu dinheiro todo, não tenho como pagar advogado).


Estou voltando para Aracaju (já mencionei a falta de acento, não?). Minha terra onde muita coisa falta, mas graças a Deus,  falta menos que aqui. Lá a gente não tem nem cabeça chata e nem come rapadura (afinal isso é uma lenda contada a partir de estereótipo de cearense). Do mesmo jeito que não vim pra cá pra ver índio (até porque há mais gente burra andando nas ruas de Manaus do que índio andando aleatoriamente por aí). Provavelmente eu saia de lá de novo pra ver o mundo. Mas tomara que, pelo menos, eu não me depare com pessoas com tamanha ignorância bestial.


Então galera de Aracaju, próximo mês tô chegando. Comecem a estocar as cervejas. E namoradas ciumentas, CORRAM PARA AS COLINAS COM SEUS MACHOS, porque eu vou chegar POCANDO.


Querido leitor Paulo Campos, lhe desejo sorte e sabedoria. E que você consiga um desconto bem legal quando for fazer o supletivo.

 

Qualquer coisa: povobunda@hotmail.com


Grande abraço a todos.

 

 



Escrito por Débora Andrade às 20h24
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À QUEM VAI PARTIR SEM DIZER ADEUS



Estava tava pensando numa coisa hoje e queria falar; dentre as coisas tantas que já ensinamos um para o outro, mesmo nesse pouco tempo, queria lhe dizer uma que acho que é importante que você saiba com maior precisão; tem pessoas que não sabem o que isso significa, qual a proporção do que para a maioria é simples e banal, ou então significa algo absurdo, que só pode ser sentido ou com muito tempo ou quando se está cego ou apaixonado demais.


Enfim, amor.


Desde domingo eu venho pensando no significado que esse simples agrupamento de letras tem, um negócio ficou rondando minha cabeça e eu fiquei mentalizando não somente sobre a semântica da coisa, mas na real importância que ela tem naquilo que nos rodeia e cheguei à conclusão - e tomara que esse conceito não seja definitivo, como também os meus conceitos anteriores sobre esta mesma palavra não eram - que eu amo você.


Explico.


Tempo é uma coisa relativa, fato; afeição e apreço são bens duráveis; foi quando eu pensei: esse é o real significado do amor.


A gente fala que ama por alegria, por realização, por conquista; fala que ama quando tem medo de perder, quando acha que sem aquela pessoa a gente não pode viver; a gente fala que ama quando está apaixonado, sendo que paixão é a coisa fugaz (gostosa que nem um doce, mas enjoativa quando se consome demais) - apesar de ser o que movimenta o mundo, paixão é impulso. Mas cheguei à conclusão de que amor pra mim é querer bem, é agradecimento, é, mesmo dainte da raiva, do ódio, da decepção, saber que atrás do que é ruim o que tem de bom ali já lhe serviu como combustível para seguir em frente.


Amor é a bengala que apoia a perna torta, ferida.


 



Escrito por Débora Andrade às 15h39
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 DAS COISAS QUE EU QUERIA TER ESCRITO

 

 

- Aonde vamos agora Paola?


  - Para casa, nossa casa.


  - E depois?


  - E depois entramos, e você se põe à vontade.


  - E depois?


  - E depois toma uma bela chuveirada, e faz a barba e se veste decentemente e depois comemos, e depois... o que gostaria de fazer?


  - É justamente isso que não sei. Lembro de tudo que aconteceu depois de acordar, sei tudo sobre Júlio César, mas não consigo pensar no que vai me acontecer depois. Até hoje de manhã, não me preocupava com o depois... no máximo com o antes que não conseguia lembrar. Mas agora que estamos indo para... para alguma coisa, vejo névoa também na minha frente, não só atrás... não é uma névoa diante de mim, é como se estivesse com as pernas bambas e não pudesse caminhar. É como pular.


  - Pular?


  - Sim, para pular é preciso dar um salto para a frente, mas para fazer isso é preciso tomar distãncia, e portanto, dar uns passos para trás. Se não vai para trás, não vai para frente. Aí está, tenho a impressão de que para dizer o que farei preciso ter muitas idéias sobre o que fazia antes. É para mudar algo que havia antes que nos dispomos a fazer alguma coisa... se você diz que devo fazer a barba, eu sei por quê, passo a mão no queixo, sinto que está cheio de pêlos e preciso tirá-los. O mesmo se me diz que preciso comer, lembro que a última vez que comi foi ontem à noite, uma sopinha, presunto e pêra cozida. Mas uma coisa é decidir fazer a barba ou comer, outra é dizer o que vou fazer depois, a longo prazo, quero dizer... não entendo o que quer dizer a "longo prazo", pois me falta coisa "a longo prazo" que existia antes. Deu pra entender?


  - Está dizendo que não se vive mais no tempo. Nós somos o tempo em que vivemos. Você gostava muito das páginas de Santo Agostino sobre o tempo. Sempre disse que ele foi o homem mais inteligente entre quantos já viveram. Ele nos ensina muita coisa a nós, psicólogos de hoje. Vivemos nos três momentos: a espera, a atenção e a memória. E um não existe sem o outro... você não consegue se projetar para o futuro porque não perdeu seu passado. E saber o que Júlio César fez, não ajuda a saber o que você tem que fazer.
 


(ECO, Umberto. A misteriosa chama da rainha Loana)



Escrito por Débora Andrade às 02h31
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FOREST GUMP

 

 

Nin Souza diz:

velho, tu enrooooola

shuahsuahsuahsuahsuas

a forma de falar

qdo fala e quer explicar algo

primeiro explica como desenvolve a raiz pra explicar o caule pra explicar os galhos para poder então explicar as vitaminas q possuem no fruto e a casca da laranja

 

 

objetivo: explicar a importância da laranja.

 

 

 

 

Iasmim diz que eu enrolo demais pra falar. Já eu só acho que é melhor contextualizar primeiro as coisas, pra que você entenda qual a minha linha de raciocínio.

:~



Escrito por Débora Andrade às 02h15
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INTERNET 2.0?

 

 

Cara... eu tenho 25 anos, mas às vezes eu me acho minha mãe que, quando consegue mandar um e-mail sem a ajuda de ninguém, se acha A hacker, A que descobriu a pólvora. Explicarei do começo.


Quando eu nasci... Esse negócio de evolução meio que me assusta um pouco, sabe? Principalmente no tocante às tecnologias e às suas novas formas de comunicação e interação sociais. Sou do tempo onde teclar (reflita o termo TECLAR) no mIRC e bate-papo da UOL era a coisa mais fantástica do mundo e numa Internet discada (eu mesma só podia entrar depois da meia-noite porque era mais barato), com um computador que mais parecia a nave do Darth Vader. Hoje? Pff... hoje eu vejo por aí meninos, meninas e menines com seus celulares (o meu de moderno só o Bluetooth e ele tira foto – quando quer, logicamente), com conexão mais rápida que a minha linha de pensamento, twittando cada peido azedo que solta como se fosse o anúncio de um evento social ao mesmo tempo que fala no MSN, Skype, Facebook, Orkut e responde perguntas anônimas ou não no novo site lá que eu nem me dei ao trabalho de saber como é o nome whatever nevermind.


Aí é onde eu me pergunto: Internet 2.0 o quê, velho? Rapaz... tenso.

‘O.o


Esse termo surgiu há cerca de seis anos atrás pra definir a organização de informações e a comunicação sob o aspecto da maior facilidade diante do conteúdo gerado na “rede mundial de computadores”. Segundo umas coisas que eu andei lendo esses tempos sobre o assunto para não virar papagaio velho querendo aprender a falar, tudo se dá em torno das palavras PARTICIPATIVO e COLETIVO, com uma vibe meio grupal (insira seu pensamento maldoso aqui:____). Na verdade este é o insight da Internet como já conhecemos e toda aquela questão da globalização, só que sendo modificada ao ponto de chegar a convergir todo o mundo num só lugar, tornando  tudo mais perto ao digitar de um comando.


Conscientes (ou não), nós - humildes servos do Senhor, oremos - sabemos que sempre tem um big boss atrás de toda essa revolução. Bem amigos da Rede Globo, para que você esteja lendo este belíssimo texto, postado neste belíssimo blog, hospedado neste belíssimo servidor, há toda uma teoria da conspiração por trás. E para você que quer encontrar a luz divina da sabedoria, mas ainda é meio tapado que nem eu, ou que diz que é O entendido e não sabe porra nenhuma não quer fazer feio na frente dos seus amiguinhos nerds, eis um vídeo bem legal para que você aprenda, de forma divertida, como é que este universo virtual conspira.


 

Mais vídeos sobre o assunto podem ser encontrados do próprio Youtube ou aqui.

 

 


“Este post está participando do Concurso Profissão Blogueiro, que vai premiar três blogueiros com netbook e kit completo para quem quer ter um blog de sucesso. Acesse: www.ideiasnoar/profissaoblogueiro.”

 



Escrito por Débora Andrade às 19h01
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Débora Andrade é Radialista, oriunda das terras amaldiçoadas pelo Cacique Serigy. E Povo Bunda não é só aquele que passa diante dos seus olhos. Muitas vezes ele é refletido em frente ao seu próprio espelho.



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