Fazia tempo desde a última vez. Não tanto tempo assim, mas um tempo suficiente para a carência tomar conta do seu semblante toda vez que lembrava dos dias em que esquecia de tudo em troca de segundos de teletransporte para um mundo mágico, universo em que tudo se perdia e nada mais importava.
Embriagada. Era assim que ela estava quando foi levada para a casa dele. Entrou em estado de transe alcoólico, pois todos os seus demônios despertaram algumas horas antes por causa da raiva do dia anterior onde o fracasso bateu à sua porta. Ele não tinha ingerido uma gota do líquido da anestesia do coração, mas a tinha acompanhado naquele processo de libertação como uma bela dama de companhia que zela pela segurança e bem estar daquele ou daquela ao qual é sua missão vigiar. Encaminhou-a para o quarto, a colocou na cama como quem guarda uma cria e a fitou com um ar de promessa de proteção para a vida inteira. Ela se sentiu confortável ali. É que o homem com jeito de menino lhe mostrara com aquele gesto ser toda a segurança e paz que ela queria naquela hora.
Percebendo sua tristeza diante dos fatos que a incomodavam por causa de todo aquele tempo em que não tinha conseguido nada - apesar das lutas constantes desde que chegara nesta terra onde o jargão era “em se plantando tudo dá” - ele a fazia sorrir. Mais do que isso: ele tentava, a todo custo, não deixar suas lágrimas caírem quando ela se encolhia e falava que ia morrer. Ele a fazia gargalhar descontroladamente com seus dizeres bobos diante de um filme qualquer. Numa mistura de agradecimento e desejo, ela o beijou, com a emoção da primeira vez, que manda o sangue freneticamente as extremidades do ser com seus movimentos de sístoles e diástoles, fazendo-a ter taquicardia a cada mordiscada de sua boca máscula em seus lábios finos. E ah! Como ela gostava daquele beijo molhado, sofrido, gemido...
E foi nesta hora em que ela deixou de lado o quanto já tinha chorado desde o dia anterior. Ele sabia que ela não estava em um bom momento e isso era combustível para que ele a quisesse mais, para fazê-la tirar do semblante o olhar cabisbaixo e dar aquele sorriso encantador que ele tanto elogiava. A essa altura os beijos ficaram mais intensos e os olhos de ambos não se abriam mais para nada. A imagem de cada um não era para ser vista pelas retinas. Como um cego que tateia, eles queriam sentir o objeto do desejo, queriam se sentir, se tocar.
As mãos dele eram habilidosas e conseguiam alcançar seu corpo de uma maneira peculiar, que fazia ela se arrepiar só com a menção do seu tato chegar perto. Ela não sabia explicar o que era, mas toda vez que elas passavam por suas costas, era como se cada uma de suas espinhas fossem sem arrepiando em efeito dominó e, de baixo para cima, chegasse à sua nuca, fazendo o seu pescoço quedar à mostra como se esperasse o beijo de um vampiro faminto, pronto pra sugar todo o fluido corporal que tinha dentro de si.
Primeiro foram as blusas. Ela retirou a própria com fome. Ele, a dele, com ar de paciente. Depois de cheirar seus cabelos como a uma rosa perfumada, a beijou de um ombro a outro, explorando àquela carne branca, cuja qual só tinha visto muito rapidamente em um encontro furtivo entre seus corpos. Por falar em corpo, o dele era peludo, mas apesar de não gostar muito de pêlos, aquilo não a incomodava tanto, pois o cheiro era maravilhoso. Uma mistura de essência do sabonete com o suor de homem, o que intensificava a sensação da dureza do asseio sem a perda da masculinidade. Parece estranho e ela mesma deve concordar com isso, porém era uma coisa que despertava sua libido. E vai-se lá entender porque.
Ele desabotoou o sutiã dela. Seus seios fartos saltaram na hora e num impulso de tê-los só para si, ele agarrou-os com força e começou a beijá-los como quem os venera. Ela sabia que suas mamas o fascinava e assim tentava mostrá-las como se fossem artistas encenando um grande espetáculo. Só que a primorosa cena era feita especialmente pra ele. Só pra ele. E enquanto ela o via com tanta vontade e dedicação, se tocava e tocava nele, que já não escondia o destino do sangue que circulava nas veias. E a vontade dela aumentou mais, ajudada pelo álcool que a fazia perder a vergonha de qualquer coisa.
Ela tirou a bermuda dele, mas suas vestes inferiores continuavam intactas. Apesar do tesão que já molhava suas coxas, ela admirava o fato dele não ter tentado baixar suas calças. Isso denotava respeito e isso era tudo que ela queria de alguém, depois de tanto ter sofrido com a ingratidão do passado. Foi aí que sussurrando ela pediu para que ele a despisse. Sem objeções, ele atendeu ao pedido dela com um sorriso safado e jogou longe o jeans que contornava suas ancas. Isso a deixou louca, fazendo-a beijá-lo como quem suga a alma do outro pra si. Beijando o pescoço dele, ela respirava ofegante em seu ouvido sem poder dizer muita coisa, mas ele entendeu. E continuou o ritual da conquista, fazendo o que o corpo dela mandava. Se ela virava para um lado, ele a segurava com força. Se ela o olhava nos olhos, ele a mantinha presa em seus braços. E mesmo que ela quisesse escapolir por um pensamento de que aquilo ali era pecado, ele a envolvia, a enredava, mostrando que a paixão é exagerada de qualquer forma e qualquer um só precisa de um pouco de amor para perder a dor.
A essa altura ela já rebolava. Seu corpo já não mais se controlava. Com o pau dele em mãos, ela dava uma prévia do que viria a acontecer. E o corpo dele tremia, enquanto ele se erguia todo, parecendo estar em êxtase. Nada dava mais prazer a ela do que aquele rosto suando de emoção. Era a demonstração maior da sua conquista. Da arte da sedução, cuja qual ela tentava dominar para satisfazê-lo.
Sem agüentar mais, ela implorou para que ele tirasse sua calcinha. Não com medo, mas com as armas do verdadeiro cavaleiro que respeita sua dama até a morte, ele perguntou se ela tinha certeza. Mais certeza do que este pedido, só se ela mesma tirasse. E ela sorriu, abanando a cabeça em confirmação, deixando que ele fizesse o resto per si. Mais um vez ele jogou sua veste longe. Não havia mais volta. E ela também não queria voltar.
A ordem das coisas meio que se perdem, mas a lembrança dela é dele ter soltado seus longos cabelos cacheados, alegando que ela ficava muito mais linda quando as madeixas não estavam reprimidas por nenhum tipo de prendedor. Comovida por aquele gesto de galanteio, ela sentou em cima dele e começou a cavalgar. Seus cachos acompanhavam o balanço do sexo e isso parecia deixá-lo ainda mais excitado. Os odores da transa, do sabonete, dos pêlos e dos cabelos que se mexiam remetiam a um ambiente único. Ali já não era mais um quarto. Era a relva onde eles tinham deitado para contemplar os deuses.
Para alcançar o clímax ele a amoleceu. Como a uma massa de modelar, foi moldando o seu corpo ao dela, em posições e encaixes que ela não lembrava de ter visto ninguém se esforçar tanto pra ter. Ela já não tinha mais forças, mas ele queria mais. Mandou e desmandou. Já que tinha atendido a todos os desejos dela, agora era a sua vez. Como um general, se colocou em riste e ditou. Era a hora dele. A hora do grand finale. Ela obedeceu como a um seguidor cego por seu mestre, vendo-o titubear enquanto gozava com satisfação. “Doce, quente e molhado. Como uma trufa recheada com morango”.
Por mais que o álcool sempre tirasse sua sensibilidade para muitas coisas, essa era uma das que ela sabia reconhecer. As sensações desse sentimento arrebatador se sobrepunham ao estado alterado dos incontáveis chopps que ela tinha tomado para esquecer do que passara. O respeito com que aquele homem a tratara e a devoção que lhe dedicara a fizeram não ter arrependimento de nada, apesar do pouco tempo. Queria ter esperado um pouco mais, ou bebido um pouco menos para garantir que daria o seu melhor. Só que ele a merecera. Ele sabe disso. E merecerá muito mais. Além daqueles que já a tiveram um dia. E sendo eterno enquanto durar.
CENA ÚNICA - INT. - COZINHA DA CASA DE MINHA TIA – TARDE
Domingo, almoço em família. Na cozinha, em cima da mesa, uma réplica da Santa Ceia. Vinícius, 2 anos de idade, único filho da filha mais velha de minha tia, contempla o quadro.
Tia (curiosa):
- Que foi Vinicius?
Vinicius continua olhando o quadro.
Pai do Vinícius (mais curioso com a atenção que o filho olha o quadro):
- Vinícius... o que foi meu filho?
Vinícius (aponta o dedo para o quadro, olha para mãe sentada ao lado e fala com convicção):
Acredito muito nessa questão de dom. Sei lá, aquela coisa que você nasce com aquela estrelinha que brilha testa. Há sempre as pessoas que se esforçam, mas podem perceber que quem tem o feeling da coisa e faz bem é porque, quando estava sendo concebido lá por Papai do Céu, ele colocou um pó de pirlimpimpim, lhe dando algo que ninguém tinha. E entre os diversos dons que Deus me deu, o que mais se destaca é o da fuleragem.
Lembro que desde pequena eu já aprontava muito, pregava peças de todas as sortes com quem quer que fosse. Claro que não era uma coisa descarada, pois para mim, humor sempre teve a cor negra (mesmo quando eu ainda não sabia diferenciar essas coisas). E é por isso que, a pedidos, vou contar mais uma das minhas lembranças da infância. Com vocês...
LEMBRANÇAS DA INFÂNCIA – PARTE 2
O início da puberdade. Esta, se não uma das, com certeza é a pior fase de um ser humano. Aquela onde as dúvidas sobre comportamento, aceitação e até sexualidade começam a pairar no ar. Segundo estudos psicológicos e até psiquiátricos, todo cuidado é pouco quando uma pessoa entra neste período da vida, pois qualquer acontecimento negativo pode resultar em traumas irreversíveis ou difíceis de curar sem anos e anos de tratamento e acompanhamento constante.
Pois bem, Pabllo tinha oito ou dez anos de idade nesta época. Os primeiros fios de pentelho nascendo entre as pernas. A voz infantil já apontava problemas de modulação entre o agudo e o grave. Nesta metamorfose entre menino e homem, ele já se dava conta das diferenças entre garotos e garotas e sorria sempre de soslaio toda vez que se dava conta de que “meninos têm pênis, meninas têm vaginas”. E todas as vezes, na hora do banho, enquanto estava a lavar seu “diferencial”, olhava aquilo como se tivesse ganhado um prêmio, diante da admiração com a qual o segurava entre as mãos.
Mas as mudanças, ao mesmo tempo que causam fascinação, causam medo. É que diante das transformações há uma insegurança de que nada dê certo, de que tudo possa mudar o status de felicidade para algo que nos incomoda, que nos envergonha e nos entristece. É a história dos patinhos feios que se transformam em cisnes... mas outros podem ter o processo inverso. E o medo de não ser aceito, incluso e amado é o fato determinante.
Um belo dia, Pabllo estava no banho e eu fiquei observando. Enquanto ele se divertia se lavando e balangando os documentos de um lado pra o outro como se fosse algum tipo de brinquedo-pêndulo, eu o chamei e tive uma conversa séria. Pedi para que ele prestasse bem atenção e que compreendesse que aquilo era uma etapa a qual ele, como todos os outros homens, deveriam passar. Expliquei, com detalhes, que “algumas coisas acontecem no corpo da gente”, mas que viria só para fazer dele um homem forte e saudável mais tarde. Com uma didática de impressionar a qualquer discípulo de Paulo Freire, esmiucei em pormenores como é que isso ia acontecer e de que forma ele deveria agir perante a sociedade, para que esta não fizesse qualquer tipo de zombaria como “olha, já está ficando um rapaizinho” que tanto envergonha os que assim são taxados.
Olhos atentos, apreensão. Cada palavra que eu dizia, fazia o medo tomar conta de Pabllo, que sem saber o que fazer e a quem recorrer no exato momento, prestava atenção nas minhas palavras ao mesmo tempo que – em movimentos compulsivos – balança a cabeça negativamente, custando a acreditar naquela que parecia ser a sua sina. Ao términode toda a explanação, o desespero tomou conta do seu semblante e ele desandou a chorar.
Desesperado, Pabllo saiu à procura do meu pai. Coberto por um manto de lágrimas e sem saber o que fazer daquele momento em diante, ele conseguiu – entre soluços – desabafar ao seu herói e confidente:
- Paaaaai, eu não quero que ele caia não! Não quero não!
Sem entender nada, meu pai tentava acalmá-lo.
- Calma menino, o que foi que aconteceu? Alguém lhe bateu, lhe fez algum mal? Chegue aqui, conte pra painho o que foi que aconteceu...
Até que Pabllo conseguiu explicar:
- É que Débora disse que meu pinto vai cair e só depois que eu crescer é que vai nascer um maior. Que nem o seu.
Eles na varanda da casa do meu pai e eu na sala, me contorcendo no sofá de tanto rir. Meu pai tentava ficar sério, mas não tinha nem como deixar de rir e nem de convencer o pequeno de que o que eu tinha dito era mentira. Eu fui convincente demais. O que aumentava a minha crise de riso e a tristeza de um menino de oito anos (ou dez anos, sei lá mais) que pensou que ia ficar eunuco até outro piupiu começar a nascer. E eu perdi de apanhar naquele dia só porque acho que meu pai ficou impressionado com o alto teor de fuleragem da brincadeira.
Pabllo hoje tem 20 anos, constatou que era mentira minha, tem um pintão e é o terror das menininhas no Parque da Sementeira.
Hoje é Dia das Crianças e todo mundo entrou numa onda de ficar relembrando as coisas de quando era pequeno. Como minha vida anda muito agitada aqui em Manaus (mentira), vou dar um tempo nessas baladas para lhes contar sobre um fato da minha infância que eu me lembro com muito carinho.
Eu sou mais velha que o meu irmão mais novo uns cinco anos. A época direito eu não vou lembrar, mas acho que eu tinha uns sete.
A minha casa em Aracaju é muito pequena e toda estranha. Na verdade é como se fosse um apartamento, pois em uma casa enorme de esquina, minha mãe, meu irmão e eu morávamos (eles ainda estão lá) na parte de cima e uma tia minha na de baixo. Entrando em minha humilde residência, a primeira coisa que se vê depois das escadas é um espaço usado como “sala de jantar”. Ao lado esquerdo - em ordem - vem o banheiro, a real cozinha que só tem espaço do fogão e da pia e a área de serviço. Do lado direito continua a casa com meu ex-quarto, corredor, sala e por último o quarto da minha mamãe querida.
Nesta idade meus pais ainda não eram separados, mas era como se fosse. Meu pai trabalhava numa empresa terceirizada da Petrobras, o que fazia ele ficar embarcado por vários dias. Minha mãe, mulher multifuncional (trabalhando o dia todo e de noite cuidando dos filhos), então me colocava para fazer o dever na mesa da “cozinha” quando chegava em casa, enquanto cozinhava o jantar e brincava com o pequeno ao mesmo tempo. A mesa onde eu sentava (ela existe até hoje) ficava em frente à porta do banheiro, o que me obrigava saber se minha mãe ou minha meu irmão tinha feito suas necessidades fisiológicas naquele horário. O que para o meu azar, era sagrado.
Um belo dia, acostumada com a minha sina de estudante exemplar cheiradora de xixi e cocô caseiros, presenciei a cena mais ilariante da minha vida. Pabllo, com dois anos de idade, foi colocado no vaso sanitário por Dona Edna, que o deixou lá até ele “completar o serviço”, enquanto ela ia pegar roupas limpas para dar banho na criatura. Como eu estava presente na ocasião da saída de minha genitora do recinto, fui nomeada como a “Guardiã das Fezes Fraternas”, cuja função era zelar pelo sucesso daquela empreitada.
Pois bem, mãe sai de cena, eu fico fazendo o exercício e olhando Pabllo. Heis que, distraída com minha tarefa, eu só escuto uns gemidos. Era um misto de dor, sofreguidão, angústia. Um mix de sentimentos que variavam entre exaustão e dor, uma batalha eterna entre o bem e o mal. Quando olho em direção ao banheiro, está o menino se segurando, com todas as forças que Deus lhe deu, na privada. Com a cara vermelha e inchada ele grunhia e falava:
- Sai bosta, sai.. HUUUUUUMMMMM.. Sai bosta sai!
:~
Isso foi o suficiente pra maior crise de riso que eu já deu em toda a minha reles existência. E eu já ria escandalosamente desde pequena, o que chamou a atenção da minha mãe, que veio correndo olhar o que estava acontecendo. Enquanto eu chorava de rir estatelada no chão, Pabllo chorava dentro do banheiro porque a bosta não saía, o que levou minha mãe a fazer coisas que só mães fazem: enfiou a mão e arrancou o cocô maldito da bunda dele. Minha mãe, minha heroína.
Tá bom, depois eu apanhei porque fiquei mangando do meu irmão, mas essa é uma das melhores lembranças da infância que eu tenho. E com certeza eu vou levar essa surra com amor pro resto dos meus dias.
Pabllo hoje tem 20 anos e come alimentos que contém muitas fibras.
Somente hoje eu fui ver um comentário feito no meu blog há alguns dias. Eu geralmente costumo interagir com todos aqueles que aqui comentam. Então se você tiver alguma dúvida, crítica ou sugestão, pode entrar em contato através do povobunda@hotmail.com . Além de deixar seu registro na caixa de comentários, logicamente. Agora falo logo: quem fala o que quer, lê o que não quer. Heh.
" [Marcos Neris][intelectuamor.1969@hotmail.com] Muito me admira,alguém oriunda de um estado tão insignificante e pobre, fazer críticas tão carregadas de preconceitos como vc, que aliás, escreve de maneira bisonha..."
06/10/2009 02:51
Primeiramente, muito obrigada pela visita. :)
Segundo, vamos lá para que você entenda. O meu blog é pessoal, onde eu expresso MINHA OPINIÃO sobre as coisas que vivo, que sinto e por aí vai. Do mesmo jeito que eu tenho direito de não gostar de uma coisa, você também tem, como fez neste comentário postado.
Sou de Sergipe sim, o menor Estado do Brasil, com muito orgulho sim Senhor. E afirmo categoricamente: se tamanho fosse documento, o Amazonas seria o mais rico e desenvolvido do país. Mas não é. Muito pelo contrário. É uma das unidades federativas onde se pode facilmente classificar como ATRASADA, RETRÓGRADA e PROVINCIANA. Desde a forma como as pessoas se comportam até a forma como as políticas públicas são pensadas. Que coisa, não?
Neste texto por você comentado, procurei fazer um apanhado, de forma sarcástica, das minhas primeiras impressões ao chegar aqui. Se você conhece a minha escrita, também deve acompanhar meu blog e saber que os textos críticos e não as crônicas, sempre têm este tom de chacota. Mas não deve ter lido o texto "Manaus é um equívoco" publicado no último dia 25, onde falo do porquê de achar que as coisas aqui são assim. Não que em Sergipe eu vivesse às mil maravilhas, pois lá há problemas sim. Porém, posso dizer, sem medo de errar que, EM TODOS OS ASPECTOS, está anos luz à frente deste lugar considerado como o "pulmão do mundo". Pulmão com um enfisema fodido, diga-se de passagem. Se você estiver interessado em saber se é mentira ou não, procure conversar com algum sergipano atualmente. Ou então, confira de perto se eu exagero. A TAM e a GOL estão com umas promoções boas. Passagens vendidas em 10 vezes sem juros no cartão VISA e MASTERCARD. E deixa eu lhe falar: não é porque a Amazônia e o Amazonas estão sempre aparecendo na TV que são mais importantes que os outros. Ou mais desenvolvidos, ou mais legais, mais bonitos, etc.
O diálogo se estabelece através de duas opiniões opostas, eu sei. Eu até ia escrever mais falando sobre tudo que se relaciona aos problemas destas terras onde se plantando tudo dá, mas não quero ser prolixa. Fora que minha agenda ainda está meio cheia. Hoje ainda tenho que colher açaí na floresta, fazer a dança da chuva e ser ama de leite de alguns curumins.
Grande abraço e continue visitando o blog. Ou não.
Eu não sei nem por onde começar, porque pra mim isso simplesmente não tem um começo pré-definido. Só sei que elas vão assim, de mansinho amanhecendo, como quem não quer nada, e do nada, viram um dia de sol escaldante na cabeça, onde a umidade relativa do ar está na base dos 30% e a temperatura chegando aos quase quarenta graus Celsius. E se você está no meio da rua, sua vontade é de desmaiar, porque o ar lhe falta, sua garganta fecha, seu nariz rasga e sangra e o mundo não faz mais sentido diante de tanta falta de compaixão da natureza ao considerar que formas de vida precisam existir e que essa situação não é nada confortável pra quem quer conquistar algo na vida e correr do prejuízo que sofreu por todas aquelas coisas que aconteceram e que não se pôde lidar ou vencer, ou conquistar, ou seja lá que merda for.
Quando eu pensei nesta história, eu não sei nem dizer por onde eu queria começar. Se queria falar da falta de sorte, da falta de dinheiro, da falta de amigos ou da falta de um amor. Não sei se eu creio na sorte, o dinheiro não surge do nada se eu não for atrás, os amigos não duram pra sempre – por mais que se queira acreditar nisso – e muito menos o amor. Eu poderia perder a minha vida falando do amor e dos amigos, da sorte e do dinheiro, mas prefiro pensar neles como uma coisa engraçada e que são, junto ao álcool que ingiro ou às drogas que consumo, uma forma de me embriagar e esquecer do quanto tudo não tem pé nem cabeça. E muitas vezes nem um começo pré-definido.
Parada lá fora com um cigarro na mão, pensando e olhando pra rua daqui da varanda de casa, senti um perfume que fez a minha memória olfativa me matar. Olhei para o céu, um avião passou e eu desejei que aquela porra voadora caísse e causasse uma tragédia, alguma coisa que me desse uma pauta, que me divertisse e me fizesse escrever qualquer materiazinha engraçada, como eu vivo tentando fazer para mascarar a falta de saco, de bons sentimentos que ando tendo com as pessoas ao meu redor. Tudo me causa enjôo, tudo é tão desinteressante, meu Deus! Tão sem graça, que por vezes saio deste estado de apatia e me revolto com tal fervura que até me inflamo como se eu tivesse sentindo um negócio afetar meus neurônios, resultando em algum distúrbio, uma bipolaridade ou qualquer caralho que se encaixe aqui nesse pensamento solto e meio doentio.
O motivo da falta de um início é porque eu não consigo parar de pensar no final. Aí eu fico catando coisas e mais coisas pra ver se as peças do quebra-cabeça se encaixam, se fixam, têm lógica. Em meu mundo tudo que eu posso dizer agora é que o que eu vejo não me comove tanto, não me inebria. Se eu fico feliz com algo, se deve ao fato d’eu me forçar a tirar esse ar de seriedade do rosto e do resto, numa tentativa suicida de querer me punir diante do que eu queria de qualquer maneira controlar e não posso. Tudo que eu queria agora está naquele avião que se eu pudesse derrubava e matava todo mundo , para assim, ter uma pauta para um texto qualquer de, no máximo 2.200 caracteres e com a seguinte manchete: “AVIÃO CAI E 157 MORREM”. O sub-título, mais clássico e receita de bolo do que nunca, não passaria de um reles “Problema na turbina pode ter causado o acidente. Parentes e amigos choram a perda”. E enquanto eles chorariam copiosamente, eu ficaria olhando pro céu, rezando para que a cada decolagem, o dobro desse número desaparecesse, aviões caíssem e eu eternamente escrevesse sobre tragédias e choros e mortes e ganhando rios de dinheiro com propagandas como “Prolongue sua vida, seja saudável, viaje de bicicleta. A natureza e os seus parentes agradecem!" em boxes pequenos de publicidade no layout da primeira página.
Tem umas coisas que são impressionantes. Como o poder das palavras. Mesmo que eu não saiba começar, a angústia do desenrolar de cada uma delas colocadas em uma ordem, nem que seja aleatória, cria meio que um sentido estranho, dando certa impressão de que eu sabia exatamente como tudo ia acontecer. Não tenho paciência, já disse. Os assuntos meio que se esgotaram, tudo está no modo looping e essa impaciência, essa impaciência! Essa coisa desconfortável! É que ninguém viu o sangue escorrendo de minhas pernas, como se eu tivesse parindo um filho indesejado e colocando ele para dentro outra vez como se eu não o quisesse do lado de fora, mas também não o suportasse aqui dentro. É porque ninguém também notou a baba suja escorrendo do canto da boca, após esse vômito interminável de frases e orações que nem eu entendi direito como começaram. A ciranda vai, como se a música partisse do meio, numa toada que se entoa tantas vezes e os ouvidos acostumam e você nem sabe dizer qual é o ponto de disparada. Estou falando sério. Coloque uma canção qualquer e experimente escutá-la o dia inteiro. Mesmo que ela seja a mais bela de todas, com o tempo além anestesiar, ainda causa o que mais de previsível (previsível, previsível, previsível, previsível) isto culmina: acaba com o efeito.
Por isso que eu quero que o avião caia para ter uma pauta no meu jornal diário da vida, pra ver se eu sinto alguma coisa, pois eu já escutei a canção tantas vezes que ela me saturou, me fez enjoar. Eu não sei por onde começar, mas pra mim tanto faz.
“Segundo a previsão do tempo, nesta sexta-feira o céu estará aberto, com poucas nuvens e sem possibilidade de chuva. Atenção passageiros, este é o vôo 666 das empresas aéreas “Going to the hell with Johnny Cash”. Tenham um bom dia e uma boa viagem.”
Nos dias 1 e 2 de outubro aconteceu em Manaus o XV Seminário de Jornalismo na Amazônia, realizado pela Fundação Rede Amazônica. O evento contou com a presença de várias personalidades do jornalismo brasileiro como Luis Ávila (editor-chefe adjunto do Jornal Nacional), Tino Marcos (jornalista esportivo da Globo), Vera Íris Paternostro (gerente de Desenvolvimento de Jornalistas -TV Globo) e Ricardo Noblat (jornalista político).
Pronto, agora que que eu fiz uma introdução bonitinha, posso falar o que eu quiser. :P
Não gostei do seminário. Paguei o preço absurdo de R$270 em um evento fraco, onde ficou nitidamente claro que para ser um "mídia" aqui no Estado ou você tem um negócio chamado SORTE, ou vai ralar igual a uma filha da puta que nem eu tô fazendo. Fora os outros fatores que eu não vou citar, pois o povo de Manaus já me notou e eu tenho até dois seguidores no Twitter que são dessas bandas. MEDO ETERNO.
Mas nem tudo foi perdido. Com um celular com câmera na mão e uma idéia na cabeça, aproveitei para exercitar a prática de repórter e entrevistei o Ricardo Noblat. Que pra quem não conhece, é aquele do Blog do Noblat.
Ao fundo vocês escutam o povo reclamando porque queriam tirar foto com o Noblat pra colocar no Orkut.
Se meu amigo publicasse as histórias da família dele, ficaria rico. Se cada risada que eu dei fosse dinheiro, garanto que ele já estaria que nem o Sílvio Santos.
T. diz:
Eu tenho um tio em Itabaiana que era alcoólatra, dai desde que parou de beber por ter quase perdido a visão ele passou a ficar meio sem noção, dá discursos em casa e fica revirando histórias do passado da família. Daí minha mãe foi tentar convencer ele a entregar os documentos pra aposentá-lo e ele disse que só aceitaria se aposentar...
T. diz:
se o INSS reconhecesse que ele foi o melhor frentista de Aracaju em 1984.
T. diz:
Porque ele tem um diploma provando.
Débora diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
T. diz:
Pois é, sério... até eu tive que falar com ele. Daí ele disse que já trabalhou na Odebrecht e que não é qualquer um.
T.diz:
Uma vez, quando ele ainda bebia, a gente foi pra uma festa e deixou ele em casa dormindo aqui em cima, dai ele quis sair e minha avó não deu a chave a ele. Ele pulou a janela e arrebentou as costelas na ladeirinha da garagem que fica na calçada. Quando a gente chegou tava o maior fuá na rua porque minha avó estava passando mal achando que seria presa pois alguém disse que foi ela que o empurrou.
T. diz:
Ainda ela dizia: "Eu com 77 anos, vou presa!"...
T. diz:
A onda é que até a gente chegar ela só chorava, mas quando chegamos foi que ela desmaiou.
(...)
T.diz:
Uma tia minha veio morar em Aracaju e era a sensação morar num condomínio. PENSE, chamou a família toda pra ir.
T. diz:
Daí aquela tia minha que tenho no celular foto dela nua costuma esconder sempre alguma garrafa de bebida pra quando a festa acabar ela fica tomando - ela sempre é a primeira a ficar bêbada, enfim... -. Dai já pela noite, por volta das seis, na festa bombando, só se escuta um estrondo vindo da cozinha com vidro e cheiro de gás empesteando o ambiente...
T. diz:
Foi aquele auê, “Explodiram o botijão!, Arraste as crianças!, Chega que Ângela tá grávida!, Não pode gás!, Quem foi, quem foi?!”
T. diz:
A minha tia, dona da casa, estava arretada porque o fogão era novo...
T. diz:
Dai fomos fazer a vistoria e descobrimos o que aconteceu:
T. diz:
Minha tia que bebe bastante foi acender o cigarro no fogão, que bastante chique tinha acendedor automático, dai ela acabou abrindo a boca do forno - que não acendeu, mas ficou soltando gás – e por causa da pressão, papocou.
T. diz:
A gente só descobriu isso porque dentro do forno tinha uma garrafa de Pitú.
T. diz:
E olhe que a garrafa não explodiu.
Thiago diz:
A bicha era da boa mesmo!
T. diz:
Agora você pense no rebuliço que é um forno papocar, espalhando vidro e gás?
T. diz:
Se isso hoje em dia eu tinha certeza que era obra da Al Qaeda.
(...)
T. diz:
Pra terminar: Minha tia mais velha, desbocada e desconfiada, alertou minha avó que minha prima que mora com elas em Itabaiana estava de namoradinho na escola. Na época ela [a prima dele] tinha 13 anos. Repare a conversa:
Thiago diz:
- “Mamãe, a vida de Aclécia é se agarrar na escola com os molequinhos. Essa cachorrinha tá com o xibiu coçando.”
T. diz:
- “Mas Juelice, deixe de conversa, que ela só tem 13 anos.”
T. diz:
- “13 anos! mamãe, Aclécia já agüenta uma pica!”
T. diz:
-“Será?”
T. diz:
-“Oxente, eu queria ter uma agora pra senhora ver!”
Certa feita, quando eu era uma menina moleca, pé no chão e cara melada de doce, eu parei quando escutei uma frase. Não vou lembrar em que situação ela foi dita e nem a quem, mas o que me vem à cabeça é que ela foi proferida por minha avó. Por entre aquelas frondosas árvores do quintal de sua casa, local onde eu mais me lembro de ter brincado na vida, ela soltou a seguinte afirmação: “A coisa mais fácil do mundo é fazer um mentiroso acreditar que você acha que aquilo que ele fala é verdade”. E foi no momento em que estas palavras entraram em meu ouvido que prometi a mim mesma tentar, por tudo, não mentir mais. Ou mentir o menos que pudesse. É que eu comecei a entrar numa paranóia de que, toda vez que eu contasse uma mentirinha, por menor que ela fosse, alguém ia olhar pra minha cara e me envergonhar na frente dos outros, chamando minha atenção com um risinho sarcástico ou uma frase como “Até parece que isso é verdade”.
No começo era difícil. Era melhor inventar fatos mirabolantes a ter que admitir um erro, relatar ou delatar uma falta. Entretanto, eu ficava sempre desconfiada, que nem nos tempos de escola, em que eu era somente uma calças curtas e alguém peidava escondido. Aí vinha outro guri e logo ameaçava, dizendo que “quem solta pum fica com a mão amarela”. Se eu contasse uma mentira, já ficava olhando para os lados, com aquela cara de “por favor, ninguém olhe pra minha mão!”. Foi então que eu notei que meio mundo de gente vivia, não só com uma parte, mas todo o corpo amarelado. Tive nojo disso e pensei se não havia uma forma melhor de lidar com as situações sem ter que parecer tão suja assim.
De tal maneira desenvolvi a “Arte de Omitir”. Se acontece algo, não falo nada. E se falo, sempre dou respostas curtas, duplo sentido, coisas vagas. E interprete você da forma como quiser. Se pensar errado e achar que é errado, me procure depois e pergunte direto. Estando eu de bom humor, e achando que devo, explico a situação em pormenores. Se não, não é nada disso, você que entendeu mal. Omitir eu posso. Mentir, jamais.
Por isso que eu me escondo tanto de você. Vira e mexe, tudo volta e eu falo o que? Que não? Não posso. Ou falo que sim ou emudeço. Para o meu próprio bem – e até para o seu – prefiro não deixar que as palavras me saiam da boca a ter que colocar meus medos para fora... se eu tivesse como transpor tudo que está guardado, não teria como abanar a cabeça de forma negativa, seria fraude, a mais pura das falácias. Eu seria o próprio amarelo do peido entranhado na pele da face, do peito, do coração. Eu me amarelaria toda e você notaria o quanto aquilo foi falso, indubitavelmente falso.
Mas se tem uma coisa que, mesmo eu querendo omitir, nunca vai deixar de ser verdade é... meu Deus.. como você me dói de vez em quando. E pode olhar a palma da minha mão agora.
Nunca postei um trabalho meu como profissional, né? Então, resgatei essa matéria veiculada na Aperipê TV em outubro do 2008 e que foi destaque nacional na TV Brasil. Convites e propostas de trabalho são bem-vindos. Heh.
Parei de beber até segunda ordem e não me perguntem o porquê da promessa dessa vez. Só tenho uma coisa a dizer: não sei me entrosar sóbria e nem dançar também. Nem adianta. Sou chata em bares, festas e afins quando estou à base de refrigerante.
Por isso, sem me alongar muito no assunto, deixo esse vídeo que gravei esta sexta-feira (11) no Bar do Jangadeiro como forma de reflexão. Essa coreografia faz parte da Companhia de Dança Alcohol Dance’s Club, onde beber e dançar (e se divertir LITROS) é uma arte.
Dizem as leis eleitorais que a campanha antecipada é crime e quem é da seguinte prática antes do prazo estabelecido pelo TSE é punido sob vários aspectos caso seja comprovada a irregularidade. Porém, o que acontece é que, apesar de ainda estarmos em setembro de 2009 e a votação ser em OUTUBRO DE 2010, a corrida já começou.
Recentemente tenho recebido vários spams sobre um assunto que muitos brasileiros preferem fingir que não existe: eleições 2010. Mas, mais especificamente convocações para ser militante de uma pessoa que promete ser a sensação do pleito que se aproxima: a ex-ministra do Meio Ambiente do atual governo, Marina Silva. Fora isso, sou obrigada a receber nas fuças há três semanas a exacerbada torrente de notícias na Imprensa que a defendem como um messias reencarnado na "figura da mulher guerreira brasileira". E tipo, na moral que já está me dando no saco.
Desde que o quiprocó de Sarney começou e o PT apoiou o bonitão do bigode (que parece o Leôncio do Pica-Pau) a continuar na presidência do Senado, as malacaiagis todas vêm abandonando o partido, sejam eles filiados ou só do bonde da brodagem. Adeus estes que variam de interesses outros da bancada de situação, à insatisfação pela redução da cota de leitinho com pêra dos cofres públicos e/ou puro oportunismo para projeção mesmo. E tudo se torna num grande palanque. Bom momento para se ganhar visibilidade, em publicidade gratuita ou não, porque de verdade que SÓ AGORA todos são contrários ao espelho da falta de respeito com o cidadão brasileiro que se reflete com a manutenção de Sasá no cargo, né?Podem achar o que for mas, para mim, o bombardeio de notícias e entrevistas com a “Maria Osmarina Silva de Lima” vem só comprovando minha tese de que "quem não chora, não mama".
Não simpatizo com Dona Marina, pois já sou macaca velha. Primeiro vem o fato de que a produção do show buziness dela não está tendo criatividade para criar uma maneira mais persuasiva do que a jogada batida e apelativa de construção da imagem da futura candidata à presidência da República. Ai gente, tãããão last season... Isso já foi feito com Lula (presidente eleito em 2002 e reeleito em 2006). Que enfadonho esse veeeeelho discurso do “oprimido versus opressor”, junto à veeeelha entonação maniqueísta sobre o bom e o mau que o fizeram assumir o mais alto posto da política brasileira... Também a elevação ao pedestal de uma defensora do povo que “deixou o partido não mais de direita que era o PT para se filiar ao que corresponde aos seus ideais, o PV” soa tããão enfadooonho que me dá sono. Booooring .
Pesquisando no Google sobre as ações do Ministério do Meio Ambiente desde o ano em que ela assumiu o cargo até agora, o que constatei é que muito está no ramo das discussões/idéias/sonhos/devaneios e quem viu a ação tomou uma queda. Quebro logo esse engrandecimento do discurso à figura política dela só com os resultados apresentados em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, que mostrou nos meses de agosto e dezembro de 2007 um desmatamento na Amazônia de 3.235 km², o que equivale a 320 MIL CAMPOS DE FUTEBOL (se ela quisesse ser Ministra dos Esportes ainda vá lá, mas do Meio Ambiente, tá foda). E o que foi feito com esses que devastaram a mata?
* cri cri, cri cri *
Políticas públicas kd que não se conseguiu impedir que este tipo de situação chegasse a esse ponto? Pra que caralhos existe um Ministério com tal alcunha? Pra DISCUTIR desenvolvimento sustentável, levantar POSSIBILIDADES de melhoria com o nosso planeta? Ou pra alimentar pauta dos jornais sobre bio-isso, bio-aquilo, bio-aquilo outro, bio-xi (heh)? Mão na massa KD para ajudar quem protege e mantem a natureza e punir quem acaba com ela?
Mandato de prancheta, de cálculos e promessas que nunca se executam, que ficam só no campo do blá-blá-blá e nenhuma atitude palpável. Pois... se for assim, três vivas para a nossa Câmara dos Deputados, para o nosso Senado, para meu querido governador que está sendo cassado e por aí vai.
Não me venham com xurumelas, apontando-a como mártir. Uma pessoa sim que conseguiu superar o fato de vir da pobreza e subir na vida, uma atitude de dar exemplo a muitos que choram miséria diante de tudo. Mas vir pintá-la como a salvadora da nação, me acorde quando tiverem alguma coisa de REALMENTE INTERESSANTE pra falar.
Carl Allen diz: q raio d jogo é esse q todo mundo ta falando hein?
Débora - diz: brasil e argentina? ._.
Carl Allen diz: grandes bosta! brasil q se foda! dinheiro mal empregado do caralho! se esse dinheiro gasto c futebol fosse investido em algo útil, a gente n seria terceiro mundo.
Débora - diz: viva la revolución! \o/
Carl Allen diz: kkkkkkkkkkkk
Débora - diz: é por essas e outras que hugo chávez *la vem o chávez, chávez , chávez* tá tirando tvs e rádios do ar, pra que seja investido o dinheiro numa coisa boa..
Carl Allen diz: tinha q ser o chávez!o q ele faz é tirar do ar quem fala mal das doidicas dele.
Débora - diz: e tá certo! se o país é seu e vc manda na porra do negócio, cê vai achar bom que alguém fale mal?